segunda-feira, fevereiro 18, 2013

NÃO COMPREENDO



Portugal atravessa um grave crise, não só económica mas também social e de valores, cujas causas são bastante claras, apesar de haver quem as tente mascarar. Tudo teve início com os problemas das instituições bancárias, resultantes da especulação desenfreada por elas praticada,

Todos conhecemos os remédios receitados pelas autoridades monetárias e pelas instituições internacionais, prontamente seguidas pelos países com economias mais frágeis, como Portugal, e as consequências dessas mesmas medidas.

A receita falhou, a austeridade excessiva teve consequências dramáticas a nível social e a nível económico, que estão bem à vista de todos. A destruição do Estado social como se isso resolvesse a situação agora existente é mais uma asneira com impacto certo, a curto prazo, de tensões sociais que podem ter consequências indesejáveis.

Quando se fala tanto de reestruturação, disto e daquilo, porque será que não se fala da reestruturação do sector financeiro, afinal o verdadeiro responsável pela situação? A grande finança e a política são avessas à mudança, e ambas são incapazes de reconhecer as suas culpas.


FOTOGRAFIA 


5 comentários:

Metalurgia das letras disse...

Um futuro ainda mais cinza se aproxima? Estão a brincar com paises como a Coreia do Norte!

O Puma disse...

Um dia os cravos

falarâo mais alto

Anónimo disse...

http://www.youtube.com/watch?v=4t0M266A3T8

Anónimo disse...

http://estante-passosperdidos.blogspot.pt/2010_10_01_archive.html

Pata Negra disse...

Sábias palavras as tuas. Vão convencendo os pobres que são culpados da crise, confundem restruturações - necessárias, é certo - com cortes cegos, falam de inevitabilidades e de caminho único mas ocultam, com hipócrita inocência, que a raiz da crise está no capitalismo financeiro, que os juros da dívida são para alimentar a gula do capitalismo financeiro, que o euro foi um embuste para as economias mais frágeis!
Dizes que não compreendes? Antes não compreendesses! Não estarias tão inconformado!
Um abraço da rua de Grândola