Não acredito que o Estado português seja verdadeiramente laico, ou sequer que os nossos políticos tenham a coragem suficiente para o afirmar com firmeza.
A vinda do Papa a Portugal faz parar muita coisa, mas também faz vir à tona os egoísmos tantas vezes manifestados.
Porque as escolas fecham, à semelhança de grande parte da função pública, logo surgem pessoas a clamar dizendo que não têm com quem deixar os filhos e que são forçados a perder um dia de trabalho.
É verdade que se cria um problema, quando as famílias se vêem a braços com a falta que faz a escola ou o infantário. Percebo muito bem o inconveniente, mas pergunto-me se muitos dos que agora se queixam, não são os mesmos que dizem que as grandes superfícies devem estar abertas aos domingos e feriados, bem como os museus, e os centros comerciais.
Não concordo com estes encerramentos apenas por causa da vinda do Papa, por convicção, mas lembro-me dos inconvenientes que sofrem os que trabalham nos dias que para a grande maioria são de lazer, enfrentando semanalmente os problemas familiares que resultam de horários extraordinários, muitas vezes para servir quem nunca se deu ao trabalho de valorizar aquelas funções.
Os patrões exploram até mais não a inveja do povinho e mesmo assim há quem embarque no logro. Parar o país por causa do papa é mais um disparate deste filósofo beato.
ResponderEliminarLol
AnarKa
Zé,
ResponderEliminarTodas as moedas têm duas faces.
Será que toda a gente (que tem feriado, claro) vai ver o Papa? Duvido!
Depois eu conto-te.
Ah... mas laico não somos, não senhor!
Um abraço
Eu também não vou ver o Papa, mas como da fama ninguém me livra vou aproveitar a folga que me dão, marinbando-me para quem me critica, apenas por inveja.
ResponderEliminarBjos da Sílvia