quinta-feira, setembro 28, 2017

POR LISBOA



No final das férias decidi dar uma volta pela baixa de Lisboa, onde afinal já não andava em passeio há mais de dois anos.

A viagem foi feita de comboio, de Sintra para o Rossio, e depois de uma espera de mais de meia hora lá surgiu o comboio. A viagem foi apenas mais uma neste meio de transporte que no passado utilizava diariamente.

Pelo Rossio o número de estrangeiros era extraordinário, quer nas esplanadas, quer na placa central onde pude descortinar uns 4 grupos em torno de guias turísticos. Subindo a Rua do Carmo o panorama era idêntico, e reparei que as lojas que conhecia dos anos70 e 80, se resumiam a duas ou três.

Subindo ao Camões comecei a aperceber-me do elevado número de pessoas puxando trolleys de viagem, e prestando atenção às portas dos edifícios comecei a ver que em quase todas existiam entradas para alojamentos locais, uns mais evidentes, outros mais disfarçados.

Fiquei muito triste em constatar que as lojas não se distinguem das que podemos ver noutras cidades europeias, restaurantes com menus que são tudo menos característicos da nossa cozinha e dos nossos sabores, e sobretudo com a qualidade dos serviços em restaurantes e pastelarias, por onde passei, e com muito cuidado na escolha, pois fui ao João do Grão e à Confeitaria Nacional.



terça-feira, setembro 26, 2017

PORTUNHOL FUTEBOLÊS

Há quem não tenha mesmo jeito para línguas e não aprenda com os erros...

Felizmente vai conseguindo fazer-nos rir.


domingo, setembro 17, 2017

FÉRIAS

Por uns dias deverei estar um pouco desligado, mas por boas razões... 


sexta-feira, setembro 15, 2017

FRESCURA

Não se pode dizer que o dia esteja muito quente mas não pude deixar de parar para tirar duas fotografias, ao passar por aqui...


terça-feira, setembro 12, 2017

AINDA O TURISMO



Estaremos todos de acordo com os benefícios para a economia e para o emprego, que o aumento do turismo acarretou para o país numa altura em que este atravessa uma grave crise nesses campos, mas como em tudo, existem sempre os dois lados da questão.

Quando começamos a falar dos problemas decorrentes do crescimento impressionante do número de turistas que nos procuram, começam logo a aparecer os sinais de discordância.

Há quem apenas valorize o que há de bom, há quem apenas refira o que resulta mal, e naturalmente que há quem pondere tanto os benefícios como os inconvenientes, e tente encontrar soluções para manter os benefícios sem que as cidades e os seus residentes habituais sejam prejudicados com este fenómeno.

Sei bem que quem lucra com o turismo, não quer abdicar da sua galinha dos ovos de ouro, mas também é evidente que as cidades não podem ser transformadas em parques temáticos, onde os turistas se passeiam mas onde não reside ninguém.

Amesterdão é apenas mais uma cidade em que os cidadãos procuram soluções para os residentes, e lá os autarcas já perceberam que quem neles vai votar, são os residentes, que também pagam os seus impostos e as muitas derramas que sustentam os serviços públicos que a cidade oferece.

Todos beneficiam se houver cooperação na solução dos problemas, porque suscitando o confronto, e extremando posições, todos sairão prejudicados.



2.451

sábado, setembro 09, 2017

INJUSTIÇAS E REDISTRIBUIÇÃO



É sempre penoso verificar que muitos dos problemas da nossa sociedade derivam pura e simplesmente da má redistribuição da riqueza produzida, fruto da ganância e do assalto ao poder das classes com mais poder.

Nos nossos dias o dinheiro domina o poder, apesar de tudo estar bem disfarçado por um manto de Democracia que é mais ilusório do que real. Os partidos estão dominados por quem os patrocina e por quem garante locais de recuo depois da vida política, e tudo hoje se subordina à economia e aos seus interesses, sendo que os interesses dos cidadãos ficam sempre num plano inferior.

As grandes desigualdades servem para dividir a sociedade, onde uns quantos ganham bastante e são taxados bem pelo fisco, e outros ganham uma miséria pois apenas sobrevivem com os salários miseráveis que auferem. Não me esqueci dos que manobram tudo isto e que estão sempre na sombra, e fogem ao esforço exigido ao comum dos mortais.

As altas chefias, que são o braço armado de quem está na sombra, ganham bem e são bem taxados por esse motivo, e não podem (não deviam) queixar-se, porque colaboram na exploração dos seus subordinados, que têm apenas direito a salários baixos com os quais apenas sobrevivem.

Ouvir alguns, como Manuela Ferreira Leite e Miguel Sousa Tavares, a queixarem-se de pagar muitos impostos e não os ouvir dizer nada sobre os salários de miséria da grande maioria, é simplesmente patético e deprimente.



quinta-feira, setembro 07, 2017

BALANÇOS NA CULTURA



O ano de 2017 ainda não chegou ao fim contudo existem alguns indícios de que havia algum dinheiro, que deu para comprar pinturas no valor de 5,5 milhões (segundo a imprensa), e já existe um comprometimento de mais de 3 milhões para a Fortaleza de Peniche, o que nem é mau para a área do Património.

O investimento nesta área da Cultura tem sido muito baixo, e os projectos em espera são bastantes, e as intervenções necessárias no Património são mais do que muitas, pelo que não consigo descortinar um ano de 2018 mais promissor do que os anteriores.

O Património pode render bom dinheiro, especialmente em tempos de abundância de turismo, como foram os últimos anos e se prevê que seja o próximo, mas é necessário investir em boa gestão, muita promoção inteligente, e na oferta de serviços de valor acrescentado nos museus, palácios e monumentos dependentes da DGPC.

Chefias pouco ambiciosas, falta de objectivos claros, tanto ao nível de investimento como de retorno em visitas e receitas, falta de organização, burocracias inexplicáveis e falta de recursos humanos nas áreas operacionais, são alguns dos problemas mais do que conhecidos, e a mudança é um imperativo…



O elevador da rainha

domingo, setembro 03, 2017

OS TÍTULOS QUE ATÉ OFENDEM



A nossa imprensa vai produzindo títulos que são verdadeiras ofensas à inteligência, tentando passar uma mensagem mas revelando a verdade sem qualquer destaque, pois não era esse o seu objectivo, claro.

O Expresso tinha um título muito elucidativo, que dizia textualmente que “11% das famílias pagam 70% do IRS”, parecendo que esses 11% eram as vítimas do fisco, quando afinal existem 89% dos portugueses que ganham tão pouco que pouco podem contribuir para esse imposto.

O Correio da Manhã dizia no sábado que “despesa da função pública alarma Finanças”, mas ignorava que a mesma função pública não tinha aumentos nem progressões nas carreiras desde 2009, ou que os “patrões querem descida de IRC de 21% para 19%”, o que é bem elucidativo dos interesses instalados.

Começa a ser constrangedor ler a imprensa escrita e ouvir e ver as rádios e televisões nacionais, que há muito deixaram de ser isentas para publicarem e emitirem apenas o que interessas a quem lhes paga os vencimentos, sem nunca verdadeiramente o assumirem…