Jean Marie Le Pen



O fogo que ontem deflagrou no Parque de Monserrate, em Sintra, deve ser encarado como um sério aviso para todos, porque aquela zona está altamente vulnerável a situações desta natureza.
A zona da serra de Sintra está classificada pela UNESCO, mas não está devidamente cuidada, e limpa, o que é uma fragilidade conhecida por quem conhece a zona. Ainda há pouco tempo vieram a lume acções de limpeza feitas por uma entidade que tem a seu cargo a protecção da área da paisagem classificada, mas na realidade pouco terá sido feito, pelo menos atendendo à grande extensão da zona em causa.

A crise económica que tem sido invocada para congelar salários, aumentar impostos, cortar prestações sociais e lançar portagens, parece que tem apenas um sentido.
Falar do sentido único é quase como dizer-se que não tem qualquer sentido toda esta contenção que atinge sobretudo aqueles que menos têm e que por isso mais sentem os aumentos de impostos e do custo de vida, com salários cada vez mais degradados. Digo isto porque não existe proporcionalidade na contenção cega a que assistimos.
Agora sabe-se o preço da electricidade deve subir novamente em 2011, depois de ter já subido 2,9% este ano. Se ainda se recordam, a EDP apresentou abundantes lucros e o gestor António Mexia recebeu prémios que atingiram valores que mais pareciam um jackpot.
O subsídio que vai ser atribuído às empresas do sector da electricidade num mercado liberalizado, é algo que não dá para entender, e que também ninguém está disposto a explicar.
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A política em Portugal fede.
Não tenho por costume desancar nos políticos sem mais nem menos, mas há coisas que revolvem um estômago relativamente tolerante como o meu.
Custou-me ler que mais de um milhão de agregados beneficiários de prestações familiares vão ser chamados a prestar prova de rendimentos devido a um diploma que entrou em vigor em 1 de Agosto, que prevê esta reavaliação extraordinária.
Esta medida é injusta porque se aplica a pessoas desfavorecidas e que não podem recorrer à Justiça para contestar a constitucionalidade do diploma. O governo parte do princípio que todos os beneficiários de prestações sociais são potenciais mentirosos, e que portanto devem ficar com o ónus da prova da sua credibilidade.
Podem achar estranho que use esta argumentação, mas é a adequada neste caso. Imagine-se que alguém apresenta sinais exteriores de riqueza que não condizem com as suas declarações ao fisco, e que se lhe pede para justificar como conseguiu adquirir o iate ou a mansão. Será que a lei obriga esse senhor a prestar provas dos seus rendimentos?
A inversão do ónus da prova em Portugal aplica-se a partir de agora, e por diploma legal, apenas a quem tenha posses para levar o Estado a tribunal. Os nossos políticos deviam ter vergonha ao fecharem os olhos a esta enormidade, que alguns hipocritamente apelidam de medidas de rigor.
A polémica das portagens das Scut veio aclarar muitas coisas obscuras deste negócio das estradas e das concessões feitas pelos diferentes governos.
Segundo as notícias vindas a público, uma concessionária veio reclamar compensações por ter adquirido equipamentos de cobrança que ainda não pode utilizar, ainda que receba o que lhe é devido pela utilização da estrada. Também temos uma empresa pública, as Estradas de Portugal a dizer que perdem 356 mil euros por dia por não se estarem a cobrar portagens desde 1 de Julho.
Fiquei a saber que os gestores destas empresas, e não interessa se são públicas ou privadas, só prometem lucros se o Estado o garantir, nem que para isso tenha que criar mais taxas, impostos. monopólios ou portagens.
É cada vez mais claro que são muitos a viver à custa do Estado, que é como quem diz, dos contribuintes, e neste saco podemos colocar diversas grandes empresas de diversos ramos de negócio, em particular aquelas que prometeram fornecer serviços públicos a preços mais em conta do que o Estado que vieram substituir.


Circulando sempre por bandas do turismo e da hotelaria, por força da minha actividade principal, tenho para mim que o novo riquismo de alguns portugueses ostentam, principalmente nas férias, não é saudável nem recomendável.
Uma certa classe de deslumbrados que giram em torno da política e da finança, fazem questão de alardear que estão na mó de cima e aparecem em tudo o que é muito badalado e “em grande” para impressionar quem os vê.
É lamentável que num país pobre e com desigualdades que nos deviam envergonhar, haja quem alardeie tanta abastança, na maioria das vezes sem nunca ter provado competência profissional alguma.
Uma volta pela noite de Lisboa e pelo paradeiro dos sem abrigo, talvez pudesse contribuir para abrir os olhos desta cambada de deslumbrados, alguns dos quais bem podiam contribuir com dinheiro e com trabalho comunitário para tornar a vida um pouco menos dura aos que não foram bafejados pela sorte, ou não tiveram amigos influentes nos sítios certos.
Ao invés do brilho das festas, do luxo dos alojamentos de férias, e dos acenos para as máquinas fotográficas, que tal descerem ao mundo real uma vez por outra?

O Zé está no seu posto há mais de 5 anos, mantendo este espaço com a regularidade possível, partilhando opiniões, fotografias, músicas e outras coisas de que gosto. As mais de mil entradas e as mais de 220 mil visualizações são a prova de que existo, suscitei alguma curiosidade e granjeei alguns amigos.
Tendo recebido um selo, oferecido pela minha amiga Tulipa, achei que era hora de fazer um pequeno balanço da minha actividade, e de agradecer a todos os que me visitam, comentando ou não, prometendo continuar por cá enquanto a vontade e os amigos me dêem forças para persistir.
Abraço do Zé para todosO Governo continua a dar a receita do costume, com a redução das despesas à custa dos ordenados dos funcionários públicos, mostrando que não sabe como reduzir as despesas inúteis que existem.
Apesar de só em Setembro se começar a discutir os vencimentos da função pública, os serviços estão a elaborar o Orçamento para 2011 com base nos vencimentos deste ano, que recorde-se, são os mesmos de 2009.
Embora ainda estejamos em Agosto, e os dados oficiais mais recentes sejam de Julho, as notícias dizem que a inflação já vai em 1,8%, sendo que a tendência é para aumentar mais até ao final do ano.
O Verão talvez distraiam um pouco os portugueses, mas a partir do próximo mês começarão a aterrar na dura realidade.

Esta é a estação dos incêndios e é com bastante tristeza que ouvimos todos os dias as notícias de grandes fogos por todo o país, onde ardem hectares e hectares de florestas e mato que bem podiam ser utilizados como combustível para a produção de energia, diminuindo grandemente o risco de incêndios causadores de elevados prejuízos.
A energia consome diversos combustíveis, uns mais amigos do ambiente do que outros, sendo que alguns são mais recomendáveis do que outros, mas nesta equação há sempre um factor a ter em consideração que é o preço. Alguns podem pensar que o preço não devia ser um factor das escolhas, mas a realidade é implacável.
Quando se fala bastante nos automóveis híbridos e nos automóveis eléctricos, penso que é oportuno vir falar de novidades no campo dos combustíveis. Segundo cientistas da Universidade da Califórnia, uma enzima encontrada nas raízes das sementes de soja pode ser usada para converter monóxido de carbono em propano.
Com o planeta a mostrar que não suporta mais os maus tratos que lhe proporcionamos com a poluição que produzimos, é de encarar com optimismo todas as descobertas que possam surgir para encontrar combustíveis amigos do ambiente.
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Os políticos e os empresários nacionais estão verdadeiramente fora de prazo, atendendo aos dados da União Europeia sobre a elevada taxa de trabalhadores contratados a prazo. Não vale a pena discutir se os dados são de 2009, ou não, porque daí para cá sabemos que apenas o desemprego terá aumentado.
Com a política implementada pelo PS e com a preconizada pelo PSD, que mencionam sempre a Dinamarca quando querem flexibilizar os despedimentos, não saímos de onde estamos. Repare-se a título de exemplo que a flexibilidade laboral da Dinamarca não produz tanto trabalho precário, o que prova que o que dizem não faz sentido, a não ser para as tarefas sazonais ou picos de produção, e isso já está previsto na legislação.
O que é caricato na análise dos dados revelados é a contestação do governo que explica que sendo “os dados de 2009, não é possível avaliar o impacto das medidas tomadas ou que podem a vir ser concretizadas”.
Senhora ministra Helena André, o panorama é pior, e o desemprego é maior, mas se refuta os dados forneça então alguns mais actualizados.
O sector da saúde em Portugal está a atingir o ponto de ruptura, porque temos políticos e políticas que deixaram de se importar com os cidadãos, para se preocuparem apenas com números e com muito pouca habilidade, diga-se de passagem.
As urgências dos hospitais públicos não têm capacidade para responder às solicitações dos utentes do SNS, e as horas de espera são uma constante. Estou, estamos todos, fartos de ouvir responsáveis pela saúde a dizer que se recorre indevidamente às urgências, mas a verdade é que os centros de saúde também estão a rebentar pelas costuras, sendo que a espera é também de horas, e consultas de especialidade é mentira.
Nesta altura do ano, por causa das férias há sempre uns quantos artigos clamando contra a falta de médicos e contra a morosidade no atendimento, e o Algarve salta para a ribalta por causa dos turistas e da triste imagem que o país dá. Confesso que nunca esperei ouvir da boca de um autarca a frase “como é possível um turista de luxo ficar numa maca num corredor de hospital”, situação que é comum todo o ano nos hospitais centrais.
Grave também é ouvir de um responsável da saúde, “não querem esperar? Há outras alternativas no Serviço Nacional de Saúde – as clínicas, os consultórios…”
Ou estou redondamente enganado, ou então há políticos que não sabem que os portugueses pagam para ter acesso aos serviços de saúde sempre que necessitam, e que as esperas derivam da falta de pessoal nos hospitais e centros de saúde. Quanto ao recurso aos privados, apenas acrescento que não acredito que os cuidados primários de saúde possam ser encarados como um negócio, porque isso tem efeitos negativos no serviço público, e isso está à vista, só não vê quem não quer.
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O folhetim do negócio da Vivo parecia já ter acabado com a venda por parte da PT à Telefónica e com a entrada da operadora portuguesa nas operações da Oi, brasileira da Silva segundo o presidente brasileiro, Lula da Silva.
Enquanto nos iam distraindo com as virtualidades e defeitos da operação de venda e de participação, nos bastidores de tudo isto estavam os especialistas a magicar como é que se podiam abichar uns “trocados” sem pagar “um tusto” que seja ao fisco.
Parece que foi encontrado o expediente mágico para fintar o fisco, que é como quem diz o Zé Contribuinte, e os dividendos dos accionistas não vão pagar NADA de impostos neste negócio de milhões. Abro uma ressalva para os beneficiários de prestações sociais, que por via de algum dividendo de acções da PT, verão certamente as suas prestações ameaçadas pelo mesmo fisco.
Viva a igualdade dos contribuintes no que toca a rendimentos…
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Há predicados que não são favoráveis a um reinado longo e bem sucedido, de um rei que não nascera para o ser, não fora educado para essa função e ainda por cima tinha ficado marcado por grave enfermidade aos três anos de idade.
D Afonso VI teve a seu favor a liderança do conde de Castelo Melhor, que de algum modo colmatou a incapacidade mostrada pelo seu monarca, e a sorte das vitórias militares contra os vizinhos espanhóis.
As desventuras deste monarca foram diversas, mas o seu casamento com D. Maria Francisca de Sabóia foi talvez o princípio do fim do seu reinado. Quando António de Sousa Macedo cai em desgraça perante a rainha, ao mesmo tempo que esta se começa a entender com o cunhado, o infante D. Pedro, a sorte do conde de Castelo Melhor fica traçada.
D. Pedro começa a exigir a demissão do conde, por defender António de Sousa Macedo, e acaba por acusá-lo de tentativa de envenenamento em Queluz. O infante diz que tem testemunhas, mas que elas não queriam arriscar-se e que só testemunhariam quando o conde fosse demitido. O que nunca veio a acontecer apesar da demissão do conde que partiu para Inglaterra.
Afastados os dois amparos do fraco rei, D. Afonso VI foi incapaz de resistir a seu irmão D. Pedro. O passo que se seguiu foi o processo de divórcio da rainha, um processo vergonhoso que antecedeu a abdicação ao trono em favor do seu irmão.
Sendo incómodo para o novo rei, D. Afonso VI foi desterrado para os Açores durante 4 anos, tendo voltado para o continente quando se temeu uma conspiração para o soltar, ficando preso no Paço Real de Sintra durante mais nove anos, até à sua morte em 12 de Setembro de 1683.
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