A humanidade começa a aperceber-se de que o tipo de desenvolvimento económico seguido nas últimas décadas é errado, insustentável e capaz de conduzir a humanidade ao caos e à extinção, mesmo antes do planeta ficar inabitável.
Da luz solar, virtualmente inesgotável, a energia que usamos começou a basear-se nos combustíveis fósseis, e o desenvolvimento possível parecia estar à disposição do homem, o aumento da população foi uma realidade, e com ele a exploração intensiva dos solos, dos minerais, da água e de tudo o que a sociedade ia exigindo.
O erro foi descoberto há décadas, e os alarmes de que os combustíveis baratos eram finitos surgiram, mas foram colocados na gaveta porque esse é o destino das notícias que possam perturbar o mercado e o lucro. O planeta constantemente agredido pelo desenvolvimento selvagem, começo também ele a enviar os seus alertas bem visíveis, as alterações climáticas ficaram evidentes, as catástrofes aumentaram, e muitos outros sinais estão aí para que cada um de nós se detenha para pensar no futuro dos nossos filhos e netos.
A fome, disso não tenham dúvida, será a primeira praga a assolar as criaturas deste planeta, e como parceiros desta praga surgirão as epidemias e pandemias, bem como as convulsões sociais. Será que já todos se detiveram um pouco a pensar neste problema?
As festividades de Natal são muito respeitáveis, mas o consumo pode muito bem ser limitado, a solidariedade pode ser mais efectiva e as ideias podem ser também mais construtivas, e as futuras gerações podem assim vir a ter hipóteses de sobrevivência tentando remediar os estragos que a nossa geração causou, e de que tarda a arrepender-se.
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Jitet Koestana
Jitet Koestana