domingo, janeiro 31, 2010

AS ELITES NACIONAIS

Há uma tendência para se tentar juntar uns quantos nomes sonantes do meio, sempre que se pretende identificar ou resolver problemas de um dado sector. Em geral diz-se que estes grupos de conselheiros, ou especialistas são as “elites” do meio.

A senhora ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, convidou um grupo de personalidades como conselho consultivo para funcionarem como “os olhos e os ouvidos” do Ministério da Cultura.

Tenho uma opinião pouco favorável em relação a estes “conselhos consultivos”, onde têm assento estas “elites”, não pela competência ou empenhamento real que possam ter, mas porque não é este o perfil médio dos “consumidores” de Cultura do nosso país.

ARTE AFRICANA



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Velhas Glórias in Henricartoon

quinta-feira, janeiro 28, 2010

LIMPEZAS E CONSERVAÇÃO PREVENTIVA

Tenho constatado nos últimos anos que o Palácio Nacional da Ajuda fecha com regularidade no mês de Fevereiro para limpezas e conservação preventiva, ao contrário do que se pode constatar noutros palácios nacionais, como o de Queluz, Duques de Guimarães, Mafra, Sintra e Pena.

Não creio que outros palácios não necessitem também dos mesmos cuidados, mas certamente não estão tão perto do Ministério da Cultura, que ocupa o mesmo edifício. Já ouvi outras razões igualmente pouco convincentes, como o reduzido número de visitas que a Ajuda tem, o que a nível de receitas tem menos impacto, ou que a sua utilização para funções oficiais assim o determina.

Nada do que ouvi até hoje me esclareceu devidamente, porque a dignidade do nosso Património e dos nossos palácios nacionais, bem como o respeito pelos muitos milhares de visitantes nacionais e estrangeiros que os visitam sugerem que o ministério que os tutela a todos deve tratar com igual atenção e desvelo.






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terça-feira, janeiro 26, 2010

RAPIDINHAS

A falsidade da pandemia – Ainda há bem poucas semanas começou a vir a lume uma série de notícias que nos levam a pensar que o alarme inicial e as medidas preconizadas por alguns especialistas, ou eram exagerados ou talvez mesmo um grande logro que encheu alguns bolsos. Esta impressão que já grassava na opinião pública, é agora também uma opinião defendida por Wolfand Wodarg, um responsável pelo sector da saúde do Concelho da Europa.

O Orçamento da direita – Eu não tinha dúvidas nenhumas, mas havia quem as tivesse. Com as negociações entre PS e CDS e PS com o PSD do orçamento que ninguém verdadeiramente conhece, ficou a confirmação absoluta de que só os partidos da direita apoiam as políticas que o governo pretende aplicar. Privatizações, diminuição de funcionários públicos, congelamento dos seus salários são algumas das ideias conhecidas que dizem tudo sobre a política “socialista” apoiada pela “abstenção” do CDS e do PSD.



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"тройка"

Romashki

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Valerio Kurtu

Marian Avramescu

sábado, janeiro 23, 2010

HIPOCRISIA E OPORTUNISMO

Numa altura de crise e muito desemprego não será muito popular lutar por aumentos salariais por mais justa que seja a reivindicação. É isto que se passa com o funcionalismo público deste país que nos últimos 10 anos perdeu poder de compra em 9 anos consecutivos.

Mas o que mais intriga qualquer ser pensante são as afirmações de representantes do patronato que vêm dizer que “não há condições para aumentos na função pública”. Um tal senhor, de seu nome António Mendonça, na qualidade de presidente da CIP, ao mesmo tempo que reclamava “estímulos” às actividades económicas, ou seja mais investimento público, defendia o congelamento de salários dos funcionários públicos.

Não conheço o senhor António Mendonça nem é necessário. Antes dele já existia um outro presidente da CIP, e tal como agora culpava os funcionários do Estado dos males da economia e das dificuldades do sector privado, pedia contenção nas despesas públicas, exigia menos contribuições para o erário público, menos descontos para a segurança social, mais subsídios estatais, mais empréstimos a juro irrisório, e mesmo assim todos vimos como o desemprego subiu mais do que nos nossos parceiros económicos. Das falências e das fraudes conhecidas no sistema bancário nem falo porque afinal são tudo “bons rapazes” afinal estamos a falar da iniciativa privada, não é?

Senhor António Mendonça, não meta a foice em seara alheia, ponha antes os olhos no seu quintal e veja se deixa de estar sempre dependente das ajudas do Estado, que nos últimos anos têm sido conseguidas à custa dos funcionários públicos e dos fundos da Segurança Social.



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quinta-feira, janeiro 21, 2010

MUDANÇAS NA CULTURA

A nova ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, apresentou em termos gerais e ainda vagos uma nova filosofia de gestão dos museus. Está prevista a entrega de alguns museus às autarquias, outros às direcções regionais e outros ainda com uma gestão experimental contratualizada com as direcções de alguns museus e palácios.

Em alguns países europeus já foram experimentados diferentes modelos de gestão e algumas destas experiências foram bem sucedidas e tiveram resultados que já podem ser comprovados. Com a falta de detalhes que ainda temos é impossível avaliar com certezas o que se quer implementar, pelo menos com a seriedade devida.

Há um factor preocupante que ressalta de algumas das afirmações reproduzidas na imprensa, sobretudo com a possível integração de diversos equipamentos culturais da zona Ajuda/Belém com parcerias entre diversas entidades. A transferência de tutela dos museus é preocupante, atendendo que não se conhecem quais as condições em que tudo isto se poderá efectivar.






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Yana

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domingo, janeiro 17, 2010

MEMÓRIA

A 17 de Janeiro de 1995 morreu aos 88 anos, Adolfo Coelho da Rocha Torga médico de profissão e formação.
Mais conhecido por Miguel Torga notabilizou-se nas letras e foi membro do movimento Presença. A sua obra é vasta, e poucos serão os portugueses que não conheçam pelo menos um título deste autor.





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Torga é um arbusto de grande porte da família das Ericáceas que se desenvolve em matos, pinhais, próximo de rios e ribeiros e que floresce de Fevereiro a Agosto.






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quinta-feira, janeiro 14, 2010

DISCURSO VERDADEIRAMENTE ILUMINADO

Ouvi as declarações do ministro das Obras Públicas, António Mendonça, e fiquei “maravilhado” com o espírito “visionário” deste governante. O senhor António Mendonça tece rasgados elogios ao TGV e salienta com inusitada clarividência os benefícios que Portugal poderá colher com esta obra pública.

«Lisboa pode-se transformar por exemplo na praia de Madrid, em termos de condições turísticas, as condições que nós [Portugal] temos para desportos novos como o surf. Há um conjunto de ideias e de oportunidades que importa explorar para aproveitarmos o que esta ligação pode trazer», afirmou António Mendonça.

A visão deste governante e a alusão apropriada à introdução do comboio a vapor como meio de transporte revolucionário no século XIX, dão um toque erudito à dissertação elogiosa do TGV.

Quanto às vantagens turísticas, futuras, que tanto a consultora contratada (quando custou?) como a Confederação do Turismo refere, parece-me que podem ser conseguidas com outras obras mais modestas, como o arranjo e revitalização do património edificado, oferta racional e programada de peças genuínas do nosso artesanato e criação de infra-estruturas e publicitação de inúmeras pérolas da ruralidade que ainda sobrevive no interior, apoiando assim a fixação de jovens nessas zonas, agora quase abandonadas.

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sunil

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MÚSICA


terça-feira, janeiro 12, 2010

ESCRUTINAR O ESTADO E NÃO OS CIDADÃOS (?)

Por vezes há afirmações que nos espantam e que nos recordam aquela do ovo e da galinha, qual terá surgido primeiro?

Hoje li diversas notícias sobre actos condenáveis que podem ser chamados de corrupção, mas que prefiro não arriscar tal a proliferação de nomes que agora andam na baila.

Fixei as afirmações de José Miguel Júdice, advogado, e de Saldanha Sanches, fiscalista, transcritas no DN de 11/01. O primeiro diz que “a luta contra a corrupção está a ser feita no sítio errado”, rematando dizendo que quer que se controlem os funcionários públicos, pois a corrupção só é reduzida "se se atacar os corruptores passivos". E acrescenta: "Ah…E parem de lhes chamar passivos, que eles são muito activos." O segundo é mais comedido e acha “interessante” a figura de “crime urbanístico”.

Ouvir um advogado falando de corruptores activos quando se refere aos funcionários públicos deixa-me estarrecido porque a generalização é mais prejudicial aos advogados do que aos ditos funcionários. Também pensei que na posição de funcionários públicos a infracção, ou crime, mais provável era a possibilidade de serem corrompidos por alguém, com benefícios para as duas partes e prejuízo para o Estado, mas isto é apenas a minha ignorância a falar.

Um advogado e um fiscalista pretendendo escrutinar o Estado e não os cidadãos, deixam-me com a sensação de que os funcionários além de serem normalmente facínoras, nem sequer são cidadãos como os outros, por algum motivo que também me ultrapassa.

Ficou-me apenas uma dúvida que foi a de me parecer que Júdice não se pronunciou sobre os casos exemplares do BPN e do BPP, nem tão pouco Saldanha Sanches, se bem me recordo. Talvez tenham sido falcatruas bem urdidas por alguns funcionários públicos daqueles que frequentemente contratam bons advogados e consultam proeminentes fiscalistas para gerir as suas fortunas.



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Найди меня...

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domingo, janeiro 10, 2010

RAPIDINHAS

Futebol – Quem não se lembra da euforia que durou até 2004, em que os responsáveis nacionais tudo fizeram para nos convencer da necessidade de construção de muitos recintos desportivos. Pois bem, eles aí estão, o sucesso do Euro 2004 também aconteceu, mas a factura está por pagar em diversos casos, e pelo menos seis câmaras municipais estão a braços com os encargos da dívida, e o dinheiro terá de sair dos munícipes contribuintes. Alguém conhece os responsáveis? Eles admitem ser responsáveis pelos prejuízos decorrentes das decisões tomadas?

Contabilidades – Todos sabem que há regras contabilísticas que se exigem a cada sector e a cada empresa. Planos de contabilidade existem e são obrigatórios, mas há sempre quem não cumpra e incorra em infracções. Parece que o Ministério da Justiça, sim esse mesmo, tem umas irregularidades nas suas contas, e que não podem ser consideradas meros amendoins, nem se pode dizer que sejam na realidade novidade absoluta, porque o anterior titular da pasta já tinha sido informado. Vamos ver quais são as explicações que aí vêm e quem é que assume os erros.

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про Машу и Тигру

дедушка сказал - Тиграми не рождаются...
888

quinta-feira, janeiro 07, 2010

ELVIS, O REI DO ROCK



De seu nome Elvis Aaron Presley, o rei do rock nasceu em East Tupelo a 8 de Janeiro de 1935. Goste-se mais ou menos da sua música, da sua voz, do seu modo de dançar, o que é certo é que marcou uma época da música com um estilo muito próprio e que passados muitos anos da sua morte (em 1977), continua a facturar milhões, sendo uns dos cantores que mais factura ainda na actualidade.


segunda-feira, janeiro 04, 2010

POESIA SATÍRICA

Poema barroco ibérico

A cada canto um grande conselheiro,
Quer nos governar cabana e vinha, *
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um freqüente olheiro,
Que a vida do vizinho, e da vizinha
Pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha,
Para a levar à Praça e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados
Trazidos pelos pés os homens nobres,
Posta nas palmas toda a picardia.*

Estupendas usuras* nos mercados,
Todos os que não furtam muito pobres:
E eis aqui a cidade da Bahia.

Cabana e vinha: no sentido de negócios particulares.
Picardia: esperteza ou desconsideração.
Usuras: juros ou lucros exagerados.

GREGÓRIO DE MATOS GUERRA (1636-1695)



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Sonhos censurados

sexta-feira, janeiro 01, 2010

COMEÇAR PELO PRINCÍPIO

É bom que se comece a pensar em novas formas de gestão dos espaços museológicos em Portugal, e que isto seja objecto de discussão a todos os níveis destes serviços e não restrito a um núcleo de dirigentes que afinal são os que dirigem actualmente estes equipamentos.

Cada museu ou monumento tem as suas particularidades, que têm que ser tomadas em conta, mas a nível de gestão global não é necessário inventar nada porque há modelos testados que já demonstraram as suas virtualidades, basta dar uma olhada atenta à Reunion des Musées Nationaux (RMN) e apreciar os resultados.

Por cá os responsáveis governamentais não gostam de copiar bons exemplos, nem sequer de pedir ajuda a quem está uns passos à nossa frente. A solução milagrosa vem sempre na esteira da gestão privada, como se o problema fosse apenas o ser dependente da esfera pública ou privada e não um problema de organização e racionalização de bens culturais, que muitos países sabem bem valorizar internacionalmente e rentabilizar economicamente.

A Espanha e a França, ainda que com soluções muito diferentes, conseguiram revitalizar o seu Património, torná-lo atractivo, e aproveitaram para dele fazer uma âncora turística, que ajuda toda a cadeia de investimentos que dependem do mercado das viagens e do turismo, tornando estes países placas giratórias dos fluxos de visitantes das Américas e do Oriente.

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PINTURA - 2 MESTRES 1 TEMA
Ressurreição de Piero della Francesca.

Ressurreição de Cristo (Rafael)

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Preocupações ambientais por Christo Komarnitski

Stephane Peray

quinta-feira, dezembro 31, 2009

BOM ANO

A todos um Bom Ano de 2010, com muita saúde, paz e amor.

Estes são os desejos do

Zé Povinho





segunda-feira, dezembro 28, 2009

CHOPIN

Frédéric Chopin (1810-1849)

Passam quase 200 anos sobre a data do nascimento de Chopin, por isso estou curioso em saber qual a programação que as entidades culturais nos vão oferecer.




Sepultura de Chopin no cemitério de Père Lachaise

sexta-feira, dezembro 25, 2009

E DEPOIS DO NATAL?

Há rituais que se repetem em determinadas épocas do ano e depois se esquecem até ao ano seguinte, quando se volta a repescar a ideia. No Natal são muitas as individualidades que se lembram da pobreza existente, fazem discursos piedosos, aparecem em almoços e jantares promovidos por organizações que estão sempre no terreno, com um ar compungido, e logo se retiram para os salões dos palácios ou casinos que se habituaram a frequentar.

Em Inglaterra foi notícia um príncipe que passou uma noite debaixo duma ponte, pretendendo assim demonstrar que a sua preocupação vai além dos habituais discursos e eventos de caridade. Por cá, como disse, os altos dignitários ficam-se pelas fotografias de ocasião ou pelos discursos perante as câmaras de televisão, enquanto que no resto do ano apenas têm o nome ligado a comissões de honra de entidades caritativas, o que é chique.

Este ano foi particularmente mau para quem vive, ou vivia, do seu trabalho por conta de outrem ou mesmo por conta própria porque a crise acabou com muitos sonhos e com muitos projectos de muita gente.

Não creio que 2010 seja substancialmente melhor do que este ano, mas continuarei a admirar e a colaborar nos meus tempos livres, com as organizações para quem a preocupação com a miséria do nosso semelhante são uma causa permanente.

Há muito que se pode fazer, assim haja vontade e consciência cívica.



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Aleksey Vasilyev



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Jitet Koestana

terça-feira, dezembro 22, 2009

BOM NATAL E FELIZ ANO NOVO



Natal divino ao rés-do-chão humano,
Sem um anjo a cantar a cada ouvido.
Encolhido
À lareira,
Ao que pergunto
Respondo
Com as achas que vou pondo
Na fogueira.

O mito apenas velado
Como um cadáver
Familiar…
E neve, neve, a caiar
De triste melancolia
Os caminhos onde um dia
Vi os Magos galopar…

Miguel Torga









segunda-feira, dezembro 21, 2009

DIREITO À OPINIÃO

Recebi umas quantas mensagens sobre a minha opinião sobre alguns patrões que não demonstram ter consciência social, e sobre governos que não sabem que o equilíbrio entre o capital e o trabalho é essencial para que exista paz social e um clima de cooperação entre os dois campos.

Um determinado comentador reitera a licitude do desejo e da procura de lucro quando se investe. Não percebi a indirecta porque nunca coloquei em causa essa premissa, e porque nunca advoguei que coubesse ao patronato determinar como se deve redistribuir a riqueza com os instrumentos que só ao Estado estão atribuídos.

Não gosto que me perguntem se simpatizo com este ou com aquele grupo empresarial, com este ou com aquele investidor, porque como não os conheço pessoalmente as críticas que eu possa fazer nada têm de pessoal, já que me limito a emitir opinião sobre os factos conhecidos.

Sou contra a mesquinhez dos que vieram a terreiro dizer que 25 euros de aumento era ruinoso para algumas empresas, sou absolutamente contra os que pretendem aumentar horários para as 60 horas, sem qualquer encargo para as empresas (portanto sem remuneração extraordinária para os empregados), aproveitando as situações precárias que praticam e as vantagens fiscais de que beneficiam sistematicamente, para forçarem o acordo sem alternativa que não seja o desemprego a curto prazo.

A época é de concórdia, por isso cada um use a sua cabeça e decida se prefere que os mais fortes ditem as leis, ou se pelo contrário acha que cabe ao Estado manter os equilíbrios necessários para que seja assegurado a todos uma qualidade de vida aceitável e digna.



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Happy Holidays by milbisous

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Tab (Thomas Boldt)

Mike Lane

quinta-feira, dezembro 17, 2009

LAMENTOS E HIPOCRISIA

Enquanto ouvimos o patronato a queixar-se do aumento de 25 euros do ordenado mínimo nacional, aludindo a elevados custos de produção, o poder de compra dos portugueses diminui, estando agora 24% abaixo da média europeia.

A aposta dos nossos empregadores na desvalorização do factor trabalho, aliada à falta de regulação e mediação dos governos, que vão deixando que o desequilíbrio de forças entre o capital e o trabalho seja tão grande que os primeiros ditam as leis e aos outros não resta senão obedecer sob pena de desemprego garantido, é uma aposta falhada.

Nunca competiremos com os países do Oriente à custa dos salários baixos, mas há por aí muito teimoso, pouco inteligente, diga-se. Não se ganha credibilidade forçando a baixa dos salários, alegando altos custos de produção, enquanto os nossos parceiros pagam mais 20% em média aos seus trabalhadores e praticam salários mínimos de 750 euros e mais.

Será que o patronato nacional sabe que existem outros factores que encarecem a produção para lá dos salários dos trabalhadores?



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CARICATURA

segunda-feira, dezembro 14, 2009

ACONTECE...

A notícia mais difundida e consultada em alguns sítios da Internet, no domingo à noite, era a da agressão a Sílvio Berlusconi, que segundo dizem foi atingido no rosto com um murro que o levou ao chão ensanguentado, razão para ser conduzido ao hospital. Acontece que o episódio se deu enquanto dava autógrafos.

Por cá já há quem fale num “orçamento banana”, ou seja com o apoio do PSD em troca de mais uns dinheiros para a Madeira. Depois do “orçamento Limiano” vem o “orçamento banana”, com toda a certeza uma originalidade nacional que prestigia a produção nacional.

Porque há frases que quase nunca associamos a certas pessoas, eu saliento a afirmação de Alberto João Jardim que defendeu que o “diálogo não é sinónimo de fraqueza” , precisamente em defesa dos interesses da região.



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iriza\Ирина Забродкина

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Myung Lae

QUE VIOLÃO por FERNANDO APARECIDO SOUZA