Mostrar mensagens com a etiqueta Trabalho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Trabalho. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, julho 04, 2011

WE ARE THE CHAMPIONS

Enfim somos os maiores nos aumentos de impostos sobre o trabalho e campeões nos alívios fiscais que beneficiam as empresas.

As palavras de Cavaco Silva sobre a justiça na distribuição dos sacrifícios são completamente ocas, porque a realidade é exactamente o inverso da tal justiça invocada, e o silêncio do Presidente da República é ensurdecedor.

Neste pódio ainda não está espelhada a diminuição da Taxa Social Única (TSU) nem o imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal, que vão ainda acentuar mais a injustiça e a pouca vergonha reinante.

Para além destes desmandos e injustiças, Passos Coelho mostra intenções de ficar na história deste país como o “coveiro da Segurança Social”, porque a diminuição da TSU, e apesar de algumas boas intenções manifestadas, vai acabar por descapitalizar a já depauperada Segurança Social, que afinal foi “construída” com o dinheiro dos contribuintes.


FOTOGRAFIA
Fases

CARTOON
Uma questão de... tamanho!

MÚSICA

segunda-feira, maio 02, 2011

RESPEITO POR QUEM TRABALHA

Este 1º de Maio em Portugal fica marcado pelo sinal negativo dado pelos patrões de dois grupos que detêm as duas maiores cadeias de hipermercados, que contra o que seria normal, decidiram a abertura daquelas superfícies comerciais.

Pouco importa saber se estão escudados pela lei, ou se pagam o dia a dobrar, porque o que salta aos olhos de todos nós é que isto é um claro retrocesso nos direitos laborais, que nos fazem recordar um tempo e uma prática que estavam enterrados desde o 25 de Abril de 1974.

Vir argumentar com o “direito ao trabalho” é do que é mais torpe e mais demagógico que se podia imaginar. Os dois senhores que são o rosto destes dois grupos económicos, têm idade suficiente para saberem bem que nesses tempos se tornou obrigatório o trabalho no 1º de Maio, exactamente para que não se pudesse usar esta data para se evitarem as manifestações que pudessem exaltar a força e a união de quem trabalha.

Esta atitude desnecessária e absolutamente dispensável é um descrédito à imagem de dois empresários que serão sempre recordados por más razões e ideias retrógradas.



CARTOON


FOTOGRAFIA
By Palaciano
1.170

quinta-feira, junho 10, 2010

DIA DE PORTUGAL

O Zé não tem direito a este feriado, e não me perguntem porquê, mas mesmo assim continuo a ser tão português quanto os outros que a ele têm direito. Não sei se há muito que comemorar neste dia, mas isso é outra coisa e não me apetece estragar-vos o dia.

Deixo-vos um "postal" do Goraz, que diz muito do que eu penso.

Bom feriado

sábado, novembro 01, 2008

ASSIM VAI O MUNDO

Como vou ter muito trabalho no sábado e no domingo, o meu humor não é dos melhores, mas também as notícias que nos chegam não contribuem em nada para melhorar o estado de espírito.

José Sócrates viaja pela América latina, e qual CEO da Microsoft, desata a distribuir computadores por políticos daquela zona, na maior campanha de marketing a que assistimos, do produto Magalhães além fronteiras. Desta vez não devem ser os operadores a pagar os brinquedos, mas sim o Zé, penso eu.

Também dentro de portas, lá surge a notícia da operação Furacão, e parece que havia por aí gente que tinha carradas de dinheiro na Suiça, que por vezes era transportado para Portugal por «carteiros do dinheiro», estes funcionários de bancos portugueses, que pelos vistos estavam a par da tramóia e eram coniventes no processo. Se o Furacão não diminuir de intensidade, transformando-se numa simples brisa, talvez saltem para a arena uns quantos nomes interessantes, e se crie um processo interminável como outros que a nossa Justiça já deixou passar sem castigos exemplares.

Em África lá nos chegam notícias terríveis do Congo, onde a mortandade nunca mais tem fim. Nos EUA as notícias giram em redor duma campanha cada vez mais suja, pelo menos segundo os padrões a que estamos habituados.

Se calhar é mesmo melhor ir trabalhar, e deixar de lado as notícias, a ver se o humor melhora, e ao mesmo tempo aproveito o tempo para ouvir música ou ler coisas mais interessantes.





*** * ***
CARTOON
Peter Broelman

Christo Komarnitski

Paresh Nath

quinta-feira, agosto 14, 2008

É PRECISO REALAXAR

A nossa vida diária tem rotinas aborrecidas, tarefas repetitivas e por vezes contactos com pessoas bastante difíceis. Por muito que gostemos do que fazemos , o cansaço acaba por ser inevitável ao fim algum tempo. As férias existem precisamente para que possamos parar e distrair a mente com outras coisas que nos dêem prazer ou proporcionem o merecido descanso.

Há quem escolha o descanso, outros a diversão, e cada um procura, segundo as suas posses aproveitar uma ou mais pausas durante o ano para “recarregar as energias”.

Entre Julho e Setembro a maioria dos portugueses faz as suas férias, ou pelo menos goza um período das mesmas, aproveitando o bom tempo, as férias de outros familiares e amigos e as férias escolares. Contudo, é nesta época que certas profissões têm o seu pico de actividade, e por isso mesmo não têm direito a férias, tendo que as transferir para uma época onde os seus serviços sejam menos solicitados e a sua ausência não prejudique o trabalho.

Muitos de nós tendemos a minimizar a realidade, esquecendo que há quem sacrifique por vezes o acompanhamento familiar e deixe de gozar férias no Verão, para que uma grande maioria as possa gozar com algum conforto e qualidade.

Numa altura em que o sociedade se mostra cada vez mais egoísta, e muitas vezes intolerante, nada como um apelo ao respeito por quem trabalha enquanto nós descansamos.



*** * ***
FOTOGRAFIA
teLL me by *EmirKurtaran

sad but beautiful by dincha

Sunshine3 by catiebop

*** * ***
CARTOON
Burhanettin Ardagil

Burhanettin Ardagil

terça-feira, abril 08, 2008

TRABALHAR JÁ NÃO BASTA...

As dificuldades económicas de quem trabalha por conta de outrem chegaram a um patamar muito preocupante, porque os salários já não garantem em muitos casos, condições de vida dignas e fuga do estado de pobreza. Os dados vindos a público já esta semana, confirmam isto mesmo, revelando existirem centenas de milhares de cidadãos, que mesmo estando empregados são forçados a recorrer a subsídios e a outros tipos de ajudas sociais para proverem ao sustento das respectivas famílias.

Hoje em dia já não estão no limiar da pobreza só os excluídos e os desempregados, mas até os que trabalham e auferem os salários de miséria que muitos empregadores praticam. Isto é uma vergonha que o governo e as associações patronais deviam ter em linha de conta, quando dizem que querem alterar o código do trabalho, e quando dizem que a produtividade dos portugueses é baixa.

Como podem os governantes deste país dizer que são socialistas, ou sociais-democratas quando a situação é tão má como se pode constatar? Não me consta que os países que nos dão como exemplo de modernidade e alta produtividade tenham situações similares, ou será que na Finlândia, ou na Dinamarca os patrões agem também deste modo?

A fome não é boa conselheira, disso eu tenho a certeza. Cuidem-se pois os que nos conduzem para este beco de miséria, porque algum dia isto terá que mudar, e não me parece que seja por vontade de quem manda, mas sim por iniciativa de quem já não aguenta mais ser explorado.


*** * ***

FOTOGRAFIA

gitte ls landbo

Gitte L S Landbo

*** * ***

CARTOON

Sergei Tunin, Russia

Simanca Osmani

segunda-feira, março 24, 2008

QUESTÕES DE DIGNIDADE

Desta vez é de Espanha que vem o aviso “espanhóis vão fazer greves por portugueses”. Sei que alguns vão torcer o nariz, argumentando que tudo não passa de um aviso para a falta de trabalho para os próprios espanhóis, mas eu penso que é algo mais do que isso.

Nos últimos tempos temos assistido um pouco por toda a Europa à desregulamentação das leis laborais, acompanhada pela grande abertura à emigração, defendida por alguns sectores que tradicionalmente não o costumam fazer. Claro que me refiro a algum patronato que tem aproveitado a deslocação massiça de emigrantes, aos quais simultaneamente é dificultada a legalização, o que os transforma num grande contingente de mão-de-obra barata, sempre disponível ainda que com salários e condições de trabalho inferiores às que estão instituidas.

Em Espanha temos muitos compatriotas nossos, que recebem salários inferiores aos estipulados e trabalham mais horas do que as normais. Claro que são empurrados para estas situações devido ao desemprego em Portugal, e aos ainda mais baixos salários praticados deste lado da fronteira. Mas há que ter em conta que os salários em Portugal também estão a ser pressionados para baixo, devido ao elevado número de emigrantes à procura de legalização que se vão sujeitando aos baixos salários.

Este carrossel de emigração em busca de melhor situação, tem feito baixar o custo da mão-de-obra, mas não se tem reflectido de igual modo no custo de vida que obedece a uma outra lógica que comanda os mercados. Temos assim que o custo do trabalho tende a nivelar-se por baixo, enquanto o custo de vida segue em sentido contrário, especialmente em países como o nosso, com uma economia fraca e altamente dependente das importações, mesmo de bens alimentares.

Prefiro encarar esta atitude dos sindicatos galegos como uma reivindicação pelo respeito escrupuloso das leis laborais, e da defesa dos direitos de quem trabalha, em vez criticar sem fundamento a sua atitude.

*** * ***
BELEZA EM IMAGENS
Øyvind Hansen

Lars Klottrup

*** * ***

CARTOON

Jimmy Margulies

Mike Keefe

sábado, março 01, 2008

AS CONDIÇÕES DE TRABALHO

Numa leitura do Sol on-line encontrei uma notícia sobre o tema «más condições de trabalho, lutas pelo poder e critérios economicistas causam stress». O artigo focava a sua atenção sobre os profissionais de medicina e as conclusões são interessantes.

Todos sabemos que as condições de trabalho influenciam grandemente a atenção, a eficácia e o ritmo de trabalho em todas as profissões. Muitos são os locais de trabalho que não reúnem as condições mínimas para se desenvolver lá nenhuma tarefa com um mínimo de condições, seja porque as temperaturas são extremas, seja devido ao ruído, ou até por deficiências na concepção dos equipamentos onde se labora.

A avaliação constante aliada ao sub dimensionamento dos quadros do pessoal resultam numa competição injusta, em que os que estão constantemente em tarefas produtivas, realizando algo, ficam em clara desvantagem perante outros que mais se resguardam ou têm tarefas de coordenação e supervisão. Na prática só erra quem faz, mas quem julga nem sempre tem isso presente.

Os critérios economicistas, que existem mas que nunca são assumidos, não se limitam à exiguidade dos quadros do pessoal, estendem-se também aos meios materiais, muitas vezes escassos e em mau estado de conservação, mas também aos horários cada vez mais extensos.

Aliando-se todas estas vertentes, a que se chama pomposamente “optimização de recursos”, temos reunidas todas as condições necessárias para o stress que a médio prazo conduzem a problemas de saúde que inevitavelmente conduzem a uma quebra de produtividade, maior número de acidentes de trabalho, maior absentismo e a uma sobrecarga dos sistemas de segurança social.

Os trabalhadores não podem ser considerados como máquinas, muito menos como simples números numa qualquer equação de cálculo de lucros. Há que saber encontrar pontos de equilíbrio entre a exigência e as condições de trabalho existentes. Como já ouvi algures, uma laranja deita o sumo mais depressa se espremida com muita força, mas também deixa de deitar sumo muito mais depressa …

*** * ***
A ACTUALIDADE VISTA PELO GORAZ


*** * ***

FOTOGRAFIA E MOVIMENTO

Alexandr Zadiraka

*** * ***

CARTOON

Trauma do porco

Espreitadela

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

O MUNDO DO TRABALHO

Muito se tem falado ultimamente da ineficácia dos sindicatos e da intolerância das estruturas patronais, mas pouco se tem falado da acção do Estado enquanto regulador das relações laborais.
Aos sindicatos compete defender os seus associados e fortalecer as suas posições nas negociações contratuais. Às confederações patronais cabe-lhes defender os interesses dos seus associados, entidades patronais, garantindo uma contratação justa e posições negociais sólidas. Ao Estado compete manter um equilíbrio saudável nas relações do trabalho, garantindo direitos e deveres equitativos de modo a salvaguardar a paz social e a justa redistribuição da riqueza gerada.
Os princípios são estes, com mais ou menos adjectivos, mas a prática afasta-se cada vez mais da regra desde que a economia se tornou a trave mestra da governação e o neoliberalismo assentou arraiais na governação do país. Se as atitudes dos sindicatos e das associações patronais se entendem, apesar de todas as críticas que lhes possamos fazer quanto às estratégias utilizadas, o papel do Estado tem sido absolutamente condenável, na medida em que não tem promovido qualquer equilíbrio, muito pelo contrário, nem tem promovido uma justa distribuição da riqueza produzida, como é claro por todos os indicadores sociais e económicos conhecidos. Portugal é o país da zona euro com as maiores desigualdades na redistribuição dos rendimentos, e isso com o governo que se reclama da área socialista.
Podemos tecer inúmeras e justas críticas aos sindicatos e às associações patronais, mas a (má) actuação do governo não pode nem deve ficar à margem das nossas críticas.
Nas próximas eleições um dos factores que deve condicionar o sentido de voto dos portugueses deve ser o compromisso das diferentes forças políticas, em equilibrar as forças entre os trabalhadores e as entidades patronais, e o compromisso em diminuir as desigualdades na redistribuição da riqueza gerada. Cabe a cada um em particular e a todos em geral, exigir das diferentes forças um compromisso eleitoral nestas matérias, a menos que haja quem se contente com declarações avulsas e sem conteúdo como as que têm sido apanágio de políticos bem instalados na vida à custa de favorecerem este ou aquele interesse particular, relegando o interesse público para o final das suas prioridades.

*** * ***
NO QUADRO DE HONRA

A Confederação da Indústria Portuguesa estudou as propostas de alteração do Código Laboral e conclui que, mesmo com as alterações previstas, haverá muita rigidez nas leis de trabalho em Portugal.A CIP concorda … alargar os horários paras as 50 horas semanais. Mas contesta o valor a pagar pelas horas extraordinárias.As indemnizações por despedimento individual ou colectivo são incomportáveis para as empresas. Sugerem ainda que o Estado deve ser chamado a comparticipar nas indemnizações por despedimento colectivo.In” TSF
Só não entendi se também desejava poder utilizar o chicote durante as horas de trabalho e o cuzinho lavado com água de malvas. Tudo o resto ficou muito claro.

*** * ***

PINTURAS

Night Harbor by *Leonidafremov

Night Harbor by *Leonidafremov

*** * ***
CARTOON

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

DOENÇAS PROFISSIONAIS

Sempre que se aproximam os feriados e em épocas festivas, saltam para a comunicação social uns “especialistas” a debitar teorias económicas sobre os pretensos prejuízos para a economia nacional, derivados dos feriados e pontes. Curiosamente os “especialistas” aproveitam religiosamente os ditos feriados e pontes para se deslocarem ao estrangeiro ou frequentarem os lugares badalados onde são alegremente fotografados.
Com feriados ou pontes, nunca os oiço a falar dos inúmeros portugueses para quem não há feriados nem sábados e domingos, no comércio, nos serviços, na própria administração pública, nas polícias e na saúde. Isto porque acham natural que os outros trabalhem, ainda que muitos não aufiram nem ordenados decentes, nem tão pouco alguma compensação pelo sacrifício.
A cegueira em aumentar os períodos de trabalho e de conseguir mais produtividade com menos pessoal, logo com menores custos, leva-os a omitir as consequências para a saúde que isso acarreta para quem é “completamente sugado” para encher a barriga de mentecaptos que não vêem para além do seu próprio bolso. Há muito que a razoabilidade deixou de ser tida em conta, e à conta desta verdadeira exploração de quem trabalha, aumentam as doenças profissionais, os acidentes de trabalho e portanto os encargos com a saúde e segurança social.
Tecem-se elogios aos contratos precários, intensifica-se o ritmo de trabalho, prolongam-se horários e sempre a bem da produtividade, atiram-se os malefícios evidentes para baixo do tapete, esperando que ninguém repare no mal que se está a fazer e no preço que isso vai ter nas vidas de quem não tem alternativa, a menos que queira ir para o desemprego. Estou farto de “especialistas” em feriados e pontes, que se dedicam a contabilizar prejuízos, mas que fingem ignorar que os trabalhadores não são máquinas, mas sim pessoas, que respondem melhor a estímulos do que a imposições perfeitamente absurdas e com graves consequências para saúde, que acabam sempre por traduzir-se em menor empenho nas tarefas que desempenham.

*** * ***
ACTUALIDADE

*** * ***

PINTURAS

My Lilys by LittleJan

A Sunlit Alley by Lahtikahjo

*** * ***

CARTOON

quinta-feira, setembro 13, 2007

NÃO HÁ PRESSÕES

É muito aborrecido ouvir no mesmo dia, o ministro dos Negócios Estrangeiros português dizer que não houve qualquer pressão do governo da China quanto à visita do Dalai Lama, e um representante desse mesmo governo expressar o seu desagrado pelo tipo de recepção que o Parlamento português lhe vai dar. Infelizmente, para Luís Amado, ainda está bem presente na memória dos portugueses o que se passou na última visita do Nobel da Paz a Portugal.
O que já foi apelidado de “real politik” por alguns comentadores, infelizmente bastante comum nos países ocidentais, não é mais que a demonstração do que é evidente há alguns anos, a subordinação do poder político e dos princípios em relação aos poderes económicos.
Este episódio não me mereceria muitas mais palavras, se a sua origem, a que acabei de aludir no parágrafo anterior, não estivesse a afectar radicalmente toda a civilização ocidental. Para que todos se possam situar nesta questão, recordo-vos que há algum tempo foi celebrado, e elogiado, um acordo pela Organização Mundial do Comércio com a China, abrindo ainda mais as fronteiras ao comércio com este gigante oriental. Falou-se abundantemente das vantagens económicas, do mercado potencial que é a China, e nos preços dos produtos que iriam baixar. Um discurso inteligente para qualquer sociedade de consumo, sem qualquer dúvida.
Mas deste acordo tão celebrado, haviam também muitos outros aspectos que não foram devidamente valorizados, intencionalmente, penso eu. Os direitos humanos naquele país continuam a ser violados, e não me refiro apenas às liberdades. O que dizer das condições laborais dos trabalhadores chineses?
É lá longe, é um assunto interno da China, pensaram muitos. Pois é, mas as consequências não tardaram, e muitas ainda estão a acontecer, mas são atribuídas à “conjuntura económica”. As fábricas foram fechando, o desemprego aumenta a olhos vistos e a economia europeia não cresce de modo a compensar os factores negativos. Acham pouco? É que há mais. Os direitos laborais “evoluíram” ou “adaptaram-se” segundo alguns, para a precariedade e para a desregulamentação “para permitir a competitividade”. Traduzindo por miúdos, ou aceitam as condições impostas ou o poder económico ameaça descaradamente com a deslocalização das empresas para outras paragens onde os trabalhadores não têm direitos.
Tudo isto a propósito da visita do Dalai Lama a Portugal e pela postura do governo português, dirão vocês. É, meus amigos. Por vezes são os pormenores que nos fazem reflectir mais.

*** * ***
FOTOS - FLORES
Dew by Buble

flower II by lostknightkg

*** * ***

CARTOON
Sergei

Erdogan Başol