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sábado, março 04, 2017

O INFANTE D. HENRIQUE E A SUA AURA

Existem muitos mitos na nossa História, e a vida e obra do Infante D. Henrique é apenas um deles.

É pouco clara a responsabilidade do Infante no cativeiro e morte do seu irmão D. Fernando, no mercado de escravos negros, e a sua influência na política portuguesa até à Batalha de Alfarrobeira.

O herói da nossa História, descrito pelos nossos cronistas, como Azurara, e depois glorificado durante o Estado Novo, talvez não seja tudo o que nos contaram, mas talvez tenha tido os seus defeitos, não sendo tão perfeito como o pintaram.

A História vai sendo alterada à medida que novos factos são conhecidos, e isso tem o seu encanto... 
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Comemorações Henriquinas 1960

sexta-feira, março 07, 2014

O MITO XONÉ

Durante alguns anos bateu-se consecutivamente na mesma tecla, a (pseudo) falta de produtividade dos trabalhadores portugueses, para manter baixos ou até cortar os salários em Portugal.
Este pretexto, ainda agora usado pelo merceeiro-mor Belmiro de Azevedo, é uma falácia que os factos demonstram de um modo indiscutível.

Nos dias que correm todos vemos empresas alemãs, inglesas, holandesas canadianas, etc., virem a Portugal contratar profissionais das mais variadas especialidades. Recorrentemente ouvimos da boca de empresários internacionais elogios ao trabalho dos nossos emigrantes um pouco por todo o mundo, e não o contrário.

Sabe-se que a produtividade em Portugal, estatisticamente é mais baixa do que noutros países europeus, e perguntamo-nos porquê? Contra-argumentando a afirmação de Belmiro de Azevedo podia começar exactamente pela diferença salarial praticada em Portugal e pela instabilidade laboral, mas este é apenas um dos aspectos da questão.

Existem mais factores que explicam a baixa produtividade de algumas das nossas empresas, começando pela má organização, pelo excesso de chefias, pela desadequação tecnológica, a falta de capital, a pequena dimensão, a falta de renovação dos produtos e a sua divulgação, só para descrever os factores mais gritantes e óbvios.


Quanto ao senhor Belmiro ficou por dizer que tem sido um dos mais beneficiados pelas alterações nas lei laborais, pelas isenções fiscais derivadas pela contratação de desempregados, que em conjunto com a proliferação do trabalho temporário tem sido o grande motor dos lucros do retalho, já para não falar dos baixos salários praticados e da vantagem de ter uma posição dominante na distribuição que por falta de regulação adequada permite “esmagar verdadeiramente os produtores”.   

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