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terça-feira, abril 27, 2010

DEPOIS DE ABRIL

Ouvi com alguma atenção os discursos por ocasião do 25 de Abril e, na generalidade, os discursos não me surpreenderam de todo. O único discurso que me deixou algumas questões foi o de Cavaco Silva, e apenas em parte.

O falhanço na área social, que não é exclusivo deste governo mas sim um acumular de erros dos diversos governos dos últimos anos. Invocar esta causa é politicamente correcto, mas conhecendo-se a ideologia e o pensamento dos partidos políticos, pode soar a oco todo o discurso que se ouviu.

As desigualdades existentes, e vergonhosas, mostram o falhanço dos modelos impostos. Relembremos que o discurso do sucesso vem dos tempos da governação de Cavaco Silva, e a única mudança verificada até hoje foi mudar a palavra e passar a pronunciar “mérito” em vez de “sucesso”.

O neoliberalismo que tem vindo a criar raízes no poder político acentuou as desigualdades salariais, e portanto o discurso lamechas com preocupações sociais que sai das bocas de quem detém o poder soa a falso, como a falso soam certas citações, absolutamente a despropósito, de personalidades que nunca dariam o seu aval a um capitalismo sem freio que se vai instalando.

Podem fazer-se discursos politicamente correctos, mas a prática é que pode definir a sinceridade das palavras, e aí…



PINTURA
Autumn Cannibalism, 1936

Suburbs of a Paranoiac-Critical Town: Afternoon on the Outskirts of European History, 1936

Sun Table, 1936


CARICATURA
Chaplin by Andre Padua

Keith Richards by Sidnei Marques

quarta-feira, abril 01, 2009

SOB O SIGNO DA MENTIRA

Respeitando a tradição nacional, no 1º de Abril todos podemos pregar umas petas aos amigos sem o perigo de sermos processados. O Zé andou por aqui a magicar, e para ser sincero teve uma enorme dificuldade em encontrar mentiras com a real possibilidade de enganar, ainda que por momentos, os leitores.

Surgiu-me o título “Governo cai vítima do caso Freeport”, mas apesar do “barulho” em torno do caso, e da reprodução das gravações verdadeiras que circulam por aí, ninguém ía acreditar em mim.

O caso do senhor Isaltino também me fez meditar no título “Isaltino acusa toda a classe política de mentir”, mas logo veio alguém avisar-me de que “ele” podia dizer isso, mas eu, se o dissesse teria que o provar sob pena de ter de vir a indemnizar todos os políticos nacionais que decidissem processar-me.

Cheguei entretanto à conclusão de que é muito difícil a um simples cidadão ser mentiroso em público, porque isso só está mesmo ao alcance de alguns, poucos, espertos que se vão evidenciando em colunas onde eu, um Zé Povinho, não quero ver o meu nome misturado.




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FOTOGRAFIA
Sea Tavi by Taviartificial

one two three four by tekhiun

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CARTOON

CONSTANTIN CIOSU
CRISTIAN TOPAN
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