segunda-feira, agosto 24, 2015
SEMEAR VENTOS E COLHER TEMPESTADES
quinta-feira, setembro 26, 2013
RESULTADO DE POLÍTICAS ERRADAS
sexta-feira, março 16, 2012
CAUSA OU CONSEQUÊNCIA?
Confesso que economistas e fiscalistas nunca foram da minha simpatia, mas como procuro estar sempre informado, lá vou lendo e ouvindo o que eles têm para nos dizer.
Medina Carreira tem conseguido conquistar alguns dos meus amigos e conhecidos, talvez pelo seu pessimismo militante mais do que pela substância do seu discurso. Não creio que seja muito diferente dos restantes, mas também não está refém de lealdades nem devedor de favores, pelo que se percebe a sua aceitação.
Eu não aceito as suas opiniões sem reservas e discordo bastas vezes das suas análises, como aquela que vem no Dinheiro Vivo desta quinta-feira.
Para este fiscalista os salários baixaram porque as empresas precisam de baixar os seus custos, e se os restantes custos de contexto, como a energia, os combustíveis e os impostos não baixam, então têm que ser os salários a ser sacrificados. Se até aqui concordo que tem sido a estratégia seguida pelas empresas e pelo Estado já não posso concordar com a afirmação: “a grande culpada da queda dos salários, é só uma: a recessão.”
Ao contrário do que diz Medina Carreira, a recessão não é a causa da queda dos salários mas sim a sua consequência, o que causa um círculo vicioso de onde não se sai, a menos que se mude de estratégia. Falta dizer que quanto menos dinheiro houver disponível para salários, menor será o consumo, mais se terá que diminuir a produção e mais desemprego se cria, o que resulta sempre em maior recessão.


