sexta-feira, março 24, 2017

TRAPALHADA COM AS REFORMAS

O governo vai levar à Concertação Social uma proposta para alterar o regime de reformas, e existiam expectativas altas por parte dos trabalhadores, visto que o ministro Vieira da Silva tinha anunciado que pretendia beneficiar os detentores de longas carreiras contributivas.

Os benefícios são ainda pouco conhecidos, mas pelo que já é público só os que têm carreiras de pelo menos 48 anos escapam às penalizações, o que arrefeceu as fundadas expectativas dos trabalhadores.

O que também é digno de nota é a afirmação que o que vai ser proposto na Concertação Social só se aplica a quem desconta para a Segurança Social, porque a Função Pública continuará a com as regras próprias, onde pelos vistos as penalizações se mantêm todas, com o factor de sustentabilidade e as majorações existentes, o que é estranho.


É absolutamente justo que quem já contribuiu durante 40 anos ou mais e atingiu uma idade de 60 anos, ou mais, já merece o justo descanso e uma velhice descansada, caso seja essa a sua opção, seja no público ou no provado, e um governo que não consiga reconhecer isso, e não aproveite a oportunidade para rejuvenescer as empresas e os serviços públicos, não está a pensar no futuro. 


4 comentários:

  1. bom dia
    vou fazer 60 anos em julho e comecei a trabalhar com 18 , para poder beneficiar dessa lei tinha que começar a trabalhar com 12 anos, e como eu, milhares de portugueses.
    com toda a franqueza não sei quem vai ser beneficiado .
    vamos ver o que vão fazer os partidos de esquerda que estão no governo, que se dizem amigos dos trabalhadores como vão reagir !!!
    JAFR

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  2. Será uma imposição da chamada União Europeia?

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  3. O meu marido ficou desempregado há 2 anos (com 58 anos), trabalhou e descontou desde os 15 anos de idade, sempre na mesma instituição bancária. Vai terminar o desemprego em Setembro deste ano e terá de inevitavelmente recorrer à reforma antecipada. Mesmo que esta lei venha beneficiar alguma coisa, por apenas dois meses estará fora dela!
    Eu estou reformada por invalidez (cancro reincidente) com apenas 380 euros por mês e com despesas inimagináveis na saúde (se estivesse à espera do serviço público, já estava no cemitério há muito tempo). Não nos podemos dar ao luxo de ficar até janeiro à espera da nova lei.
    Mas, pelo que já li àcerca da mesma, também não vai trazer benefícios nenhuns, dado que o fator de sustentabilidade desaparece mas a penalização por cada ano aumentará.

    Com papas e bolos se enganam os tolos!

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  4. Uma sociedade que não se regenera, que oferece aos mais novos o desemprego para castigar com o trabalho os mais velhos, é uma sociedade doente sobretudo porque não há razões económicas que justifiquem essa opção. Mas atenção, a doença não está só nos que mandam, está também nos velhos e novos que os toleram, ou pior ainda, que os escolhem para determinar as políticas de emprego.
    Não tenho dúvidas, se admitissem toda a massa jovem que está desempregada no mundo do trabalho e dispensassem os que andam lá sem motivações, a economia do país daria um grande salto.
    Um abraço que já estou a escrever muito

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