domingo, junho 22, 2014

ESTRATÉGIA NÃO CONFESSADA

Este governo tem demonstrado pela acção, ter uma agenda concreta favorável ao capital em detrimento do trabalho, que muitos caracterizaram como ultraliberalismo.

O ataque à legislação laboral tem sido uma constante que marca a actuação de Passos Coelho enquanto 1º ministro, demonstrando que para o governo a defesa das empresas vem primeiro, e só depois virão os direitos dos trabalhadores.

Com as alterações das legislação laboral transferiram-se dinheiros que eram rendimentos do trabalho para as empresas, coisa que nem a TSU tinha conseguido.

Uma das últimas alterações foi a continuação, dita excepcional, da remuneração reduzida do trabalho extraordinário, que consegue transformar este trabalho extraordinário num trabalho mais barato que o trabalho normal.


A desvalorização do factor trabalho tem “engordado” o bolso das empresas, mas o que podia ser aproveitado para reforçar o capital das mesmas, não aconteceu e foi direitinho para o bolso de empresários e gestores de topo, mantendo as empresas frágeis e dependentes de financiamento externo sempre que se lançam em novos negócios, o que onera inevitavelmente a produção.


3 comentários:

  1. Anónimo12:20 p.m.

    Um governo que escolhe defender o mau patronato deve ser castigado pelos que vivem do seu trabalho
    Bjos da Sílvia

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  2. Sem vontade de comentar os desmandos do governo, (nem da Seleção) passo para desejar uma boa semana.
    Um abraço

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