quarta-feira, março 13, 2013

CHAVÕES DO ECONOMÊS



É confrangedor ouvir da boca de dirigentes políticos e sobretudo de economistas, que o aumento do salário mínimo nacional (SMN), numa situação de depressão económica, iria contribuir para um aumento do desemprego.

O nosso país tem muitas empresas que produzem para o mercado interno, para não falar dos serviços que são em número muito elevado, e tem um tecido exportador demasiado fraco, pelo que com um abrandamento brutal do consumo, como o que temos, condena grande parte das empresas à falência.

Outro disparate imenso é trazer a terreiro a experiência de países como a Alemanha, Dinamarca, Finlândia ou Suécia, para alegar que discutir o SMN é demagógico. Não sei se discutir o facto de pelo menos 10% dos portugueses com emprego estão em risco de pobreza por ganharem apenas 485 euros brutos é demagogia? Ou então trazer à conversa o facto de metade dos 17% dos portugueses desempregados já não receberem o subsídio também é demagogia.

Não seria necessário estar a discutir o SMN se ter um emprego fosse garantia de viver com dignidade, e se a Segurança Social estivesse presente quando a praga do desemprego atinge que quer trabalhar. 

Curiosamente nos países que não têm definido um SMN, o Estado está presente nas situações de carência, e a sua dimensão não incomoda os seus cidadãos.

O crescimento só é possível com um Estado com menor dimensão? Então porque é que falam da Alemanha, da Dinamarca, da Finlândia e da Suécia a propósito do salário mínimo nacional?


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Humor muito liberal
A Selva by Peter De Seve

4 comentários:

  1. Anónimo8:35 p.m.

    Só ataca o salário mínimo quem nunca teve de sobreviver com tão pouco.
    Bjos da Sílvia

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  2. Falam desses países quando lhes convém atirar ainda mais areia para os olhos das pessoas.
    É suficientemente claro que, quanto menor é o poder de compra ,aiores são as dificuldades de muitas empresas sobreviverem, tanto mais que elas vivem, na sua maioria, do consumo nacional e não das exportações.

    Um abraço.

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  3. Falam desses países quando lhes convém atirar ainda mais areia para os olhos das pessoas.
    É suficientemente claro que, quanto menor é o poder de compra ,aiores são as dificuldades de muitas empresas sobreviverem, tanto mais que elas vivem, na sua maioria, do consumo nacional e não das exportações.

    Um abraço.

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  4. Agora é que vai ser!
    Com o papa chico ao leme dos destinos do mundo!...
    Forte abraço!

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