Entre o bater rasgado dos pendões
E o cessar dos clarins na tarde alheia,
A derrota ficou: como uma cheia
Do mal cobriu os vagos batalhões.
Foi em vão que o Rei louco os seus varões
Trouxe ao prolixo prélio, sem idéia.
Água que mão infiel verteu na areia —
Tudo morreu, sem rastro e sem razões.
A noite cobre o campo, que o Destino
Com a morte tornou abandonado.
Cessou, com cessar tudo, o desatino.
Só no luar que nasce os pendões rotos
’Strelam no absurdo campo desolado
Uma derrota heráldica de ignotos.
Fernando Pessoa
FOTOGRAFIA


Perdemos com a Espanha? Ficou em família! Perder com a Alemanha? Tem sido tantas as humilhações... Ah! se fosse a Itália eu ficar-me-ia pelas mulheres bonitas!
ResponderEliminarUm abraço latino... e também um pouco suíno...
Forte, este poema de Pessoa!
ResponderEliminarHá muito tempo que andamos a viver de sonhos e teimamos em acordar...
Um abraço
Esperança
Ora que a euforia murchou de tal maneira que me deixou zonza... quero dizer "e teimamos em não acordar".
ResponderEliminarA Merkel hoje vibrou... mas foi de raiva! Esperem pela resposta...
ResponderEliminarLol
AnarKa
Uma beleza de forte poesia
ResponderEliminaro resto é treta