sexta-feira, setembro 30, 2011

A TUTELA DA CULTURA

Tendo perdido a sua importância enquanto ministério, dizia-se que a Cultura ia beneficiar por ficar como secretaria de Estado na alçada directa de Passos Coelho, mas os factos demonstram que nada disso acontece.

Com fusões e extinções anunciadas, muitas coisas parecem estar mal pensadas, e a confusão reina no teatro, no cinema e no património, para citar apenas alguns exemplos conhecidos.

Quanto à questão de quem realmente tutela a Cultura, tem toda a razão de ser colocada, porque há aqui medidas de natureza estritamente política, que deixaram a própria SEC sem respostas para as inúmeras questões que começam a ser conhecidas, e que partem de todos os sectores.

Ontem soube-se que a SEC garantiu que os salários dos trabalhadores da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Colecção Berardo estão garantidos apesar das dificuldades financeiras. Desconhece-se ainda o futuro dos trabalhadores dos palácios de Sintra e de Queluz, apesar das insistências dos sindicatos, bem como o dos da Tóbis.

Ficou também a saber-se que o novo Museu Nacional dos Coches pode vir a ter outro uso, e que além da SEC estão envolvidos nessa resolução Miguel Relvas e António Costa. Como dá para perceber, Passos Coelho não está envolvido nos assuntos da Cultura, e os protagonistas das decisões, claramente políticas e económicas, são até externos à Cultura, que pelos vistos não tem poder de decisão nem autonomia política.


CARTOON


5 comentários:

  1. Aos governos não interessam povos cultos. Muito pelo contrário. Quanto mais analfabetos menos chatices dão.
    Um abraço

    ResponderEliminar
  2. Continuo a lamentar a inexistência de um ministério da cultura , algo tão importante no desenvolvimento de qualquer povo, mas foi facto que não estranhei quando ouvi a promessa da redução ministerial.Já o tinha sido em tempos e o secretário era Santana Lopes. Lembro-me, no entanto, que as circunstâncias eram outras e havia um certo contentamento.
    Pobrezinhos, infelizes, ignorantes,desempregados, desesperados...
    Triste panorama este!
    Bem-hajas!
    Abraço fraterno

    ResponderEliminar
  3. Anónimo1:45 p.m.

    A divisão de tachos em empresas envolve PS e PSD, por isso toca a repartir cargos e lucros, retalhando a Cultura e o Estado.
    Lol

    AnarKa

    ResponderEliminar
  4. Educação e Cultura são coisas que não interessam aos poderosos.

    Um abraço

    ResponderEliminar
  5. As mentiras para justificar ... Nada
    Saudações amigas

    ResponderEliminar