terça-feira, fevereiro 22, 2011

O “FEELING”

O The Wall Street Journal (WSJ) escreve, citando fonte europeia, que o sentimento dominante em Bruxelas é o de que Portugal vai em breve pedir ajuda externa.

Não se pode dizer que isto é uma notícia fresca, ou sequer que é necessário ser-se especialista em economia, ou ter uma qualquer bola de cristal para se chegar a esta conclusão. Eu próprio, que nem sou nenhum especialista na matéria, disse-o aqui e apostei com amigos, ainda no ano passado, que isso iria acontecer antes de Maio deste ano.

O Governo com a sua teimosia incompreensível, foi adiando o que já se previa. A oposição também alinhou de certo modo, dizendo que o FMI era um papão.

O FMI não é flor que se cheire, mas o adiamento do pedido de ajuda resultou num aumento dos juros a que nos fomos endividando neste últimos meses, e no campo dos sacrifícios que nos vão ser impostos, vão também ser maiores do que seriam naquela altura.

Chegámos aqui porque era preciso defender o euro e a soberania nacional, mas os parceiros do euro deixaram-nos cair, e já mandam em todas as matérias ligadas à economia e finanças, apesar da ilusão que alguns ainda alimentam.

A Europa só acordará para o problema quando os especuladores atacarem um país grande como a Espanha ou a Itália, porque aí teremos a morte certa do euro, e aí teremos a Alemanha e a França verdadeiramente aflitos. Como alternativa só existe a saída do euro, que a ser feita apenas por Portugal terá efeitos desastrosos durante muito tempo.



IMAGEM


MÚSICA

4 comentários:

  1. Tornou-se uso e costume negar para algum tempo depois ceder. E esse feeling é quase, quase uma certeza.
    Bem-hajas!

    Um abraço fratrno

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  2. Anónimo10:51 a.m.

    Creio que me vais ganhar a aposta, mas também sei que o sabor vai ser muito amargo para todos nós.
    Lol

    AnarKa

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  3. Não percebo nada de economia e creio que Eles também não sabem! Sei apenas que a riqueza está cada vez pior distribuída e Eles também sabem só que, como lhes cabe a fatia grande, teimam em responsabilizar os pobres pela sua condição.
    Com FMI ou sem FMI seremos sempre o bombo da festa - até quando?
    Um abraço até

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  4. Estava- se mesmo a ver... Há dias o Prof. Marcelo Rebelo Sousa dizia que o FMI quer vir depressa "ajudar" Portugal porque a Espanha fica, de certo modo "amparada" pois a ajudar esta, nem 500 milhões de euros chegariam... Nós somos + "baratinhos"...Bj
    Graça
    Há festa no meu blog...não queres ir até lá comer uma fatia de bolo?
    Falta o champanhe...resultado da crise!!

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