as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
PINTURA DE PAUL CÉZANNE



Dois artistas aniversariantes. Os dons encantatórios da poesia e da pintura de um e de outro proporcionam-nos inesquecíveis momentos de prazer.
ResponderEliminarBem-hajas, amigo, que tanto nos tens dado a conhecer cumprindo primorosamente a função de bloguista.
Um abraço fraterno
Simplesmente fantástico este poema!
ResponderEliminar(gosto do "novo ar" do blog)
Um abraço
Esperança
Longa vida ao Eugénio! Longa poesia ao Eugénio! Por mais que se repitam as palavras elas nunca estarão todas ditas!
ResponderEliminarUm abraço Tugénio
Excelente homenagem a Cézanne :)
ResponderEliminarEu gostei das meninas do banho pintadas por esse barbudo, têm bastante sustância!!!!
ResponderEliminarLol
AnarKa