quarta-feira, julho 02, 2008

O TRATADO MALDITO

Há que esteja sempre a afirmar que “Deus escreve direito por linhas tortas”, o que sem qualquer carga religiosa, parece ser inteiramente verdade. Falo a propósito do Tratado Reformador, depois chamado Tratado de Lisboa, por ter sido assinado nessa cidade, que pelo andar da carruagem não parece estar a dar-se bem com os carris.

Este documento sucedeu a uma Constituição que já tinha sido mal sucedida nos referendos efectuados, e apesar dos esforços da nomenclatura política que governa os povos deste velho continente, que driblou as promessas que em muitos casos tinham sido muito explícitas de o sujeitar a um referendo, mas acabou por esbarrar numa obrigação da constituição irlandesa, onde acabou por haver um referendo vindo a chumbar inequivocamente.

O saldo até agora era de 3 referendos e 3 chumbos, mas mesmo assim a nata da democracia continuava a assobiar para o ar, tentando forçar os irlandeses a ratificar o documento num segundo referendo, mas eis que surge mais um escolho no caminho da “democracia” dos eurocratas, o Presidente da Polónia que se recusa a ratificar o Tratado, após o “NÃO” da Irlanda.

Durão Barroso deve estar à beira de um ataque de nervos, Sarkozy deve estar possesso com este início da presidência europeia, e José Sócrates deve estar a preparar-se para alterar o seu currículo político.

Os resultados das urnas contrariam a vontade dos governantes, e isso é muito difícil de engolir por quem “ama tanto a Democracia”! Mesmo com novas roupagens o tratado constitucional está amaldiçoado.

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FOTOGRAFIA
Music for the masses by Pjeriko

Music for the Masses TWO by Pjeriko

Music for the masses three by Pjeriko

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CARTOON
Dana Summers

11 comentários:

  1. Meu amigo Zé,

    Hoje saí cheia de boas intenções mas com tão pouco tempo para ler, meu caro!
    E não li como é óbvio, mas deixo-te um abraço e saudades.

    da Meg

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  2. Anónimo12:50 a.m.

    O maldito tratado é o expoente máximo da democracia de quem governa contra a vontade dos povos.
    Lol

    AnarKa

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  3. Anónimo9:44 a.m.


    Ainda bem que não escreveste sobre a entrevista de ontem, onde tudo se situou entre o vómito e a gabarolice de quem se julga dono da razão. Não quero uma Europa governada por gente desta.
    Bjos da Sílvia

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  4. Com a teimosia deles vão arranjar sempre argumentos para justificar a aplicação do Tratado. Quero ver qual vai ser a argumentação desta vez.
    Saudações do Marreta.

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  5. Última hora: Os checos parece que também se estão a preparar para roer a corda...

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  6. A minha discordância não é contra o tratado mas sim contra a forma de rectificação.

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  7. Cozinham tudo á sua vontade sem dar patavina a ninguem, o povo voto, não gostaram, agora é fazer malabarismos, e viva a democracia .... ou coisa parecida
    Saudações amigas

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  8. Estupendo cartoon!
    Quanto ao Tratado eu proponho "A Solução" num post meu.
    Fique bem.

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  9. São
    Eu nem me atrevia a citar B. BRECHT, porque eles ou são surdos, ou então muito burros.

    Tiago
    Como é que alguém pode ser a favor ou contra "aquele" tratado, que é simplesmente uma manta de retalhos e completamente impossível de decifrar? Mas concordo que o problema está mais pelo lado da forma de o rectificar. Mas uma coisa não leva à outra?

    Meg
    O tempo é um bem escasso, mas eu cá me vou amanhando, embora num ritmo mais lento.

    Marreta
    Eles nem que tenham que fazer o pino, mas vão tentar todas as artimanhas possíveis e imaginárias para levar a água ao moínho deles.
    Trapaça, talvez o termo mais correcto.

    Silvia
    Ouvi o monólogo socrático, mas acredito que era uma imitação feita pelos chinocas, tal a falta de coerência.

    Anarka
    Alguém os colocou lá, e tenho pena de não os ouvir agora a desculparem-se pela asneira.

    C Valente
    Os fulanos são verdadeiro artistas, na arte de enganar o parceiro.

    Abraço do Zé

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  10. o tratado tb n pode ser bode expiatorio...lol

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  11. Adrianeites
    Quem não deve, não teme. Se o tratado é bom, toca a explicá-lo e a discutir os seus termos e implicações, porque todos vamos ficar subordinados ao dito.
    Se bem me lembro é disso que estamos a falar, e é disso que os eurocratas fogem alegando que não conseguimos entender. Atestados desse tipo eu não aceito, nem ao mais pintado.
    Abraço do Zé

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