Já abordei algumas vezes o modo pouco atento com que se preserva o Património, e também a falta de divulgação do mesmo. Ainda há poucos dias foi comemorado o Dia Internacional dos Museus, de um modo bastante modesto porque os meios também eram escassos, e poucos dias depois eis que surge mais uma má notícia: a casa de Aristides de Sousa Mendes está em risco de ruína.Sobre este homem bom, que enquanto cônsul durante a guerra, e desafiando o regime de Salazar, permitiu que muitos judeus fugissem à morte nas mãos dos nazis, aconselho-vos a leitura destes textos sobre o homem de que falo (AQUI) e (AQUI).
No que respeita à casa situada em Cabanas de Viriato, no Concelho de Carregal do Sal, diga-se que tem o telhado em mau estado e necessita de recuperação urgente, está classificada como Monumento Nacional, e apesar disso continua a degradar-se por falta de atenção das autoridades (ministério da Cultura), e perante a indiferença dos portugueses.
Perante os factos, somos um povo que não sabe respeitar a memória dos seus maiores, não conhece a sua História, e pouca importância dá à sua Cultura e Património. Não é um resultado da crise económica, nem consequência das dificuldades financeiras, é mais grave do que isso, é uma perda de identidade nacional, falta de orgulho de ser português.
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Contributo do Goraz
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FOTOGRAFIA MANIPULADA




Que dor de alma!
ResponderEliminarNem sequer a Democracia presta homenagem digna a este Homem!!
Deus nos valha!
Bem haja por o haver recordado.
Zé
ResponderEliminarA tua cruzada em prol da cultura e do património tem chegado mais longe do que pensas, e a sua leitura é obrigatória aqui na redacção e também noutros locais como aqueles que eu te disse no mail de ontem. Sei que tu já deves ter dado por isso, porque conheces bem o sistema.
Bjos da Sílvia
Olá Xamuar
ResponderEliminarSerá que já viste o filme de que falo no meu espaço?
Gostei muito da fotografia manipulada das gaivotas...
E, segundo leio aqui, a tua cruzada em prol da cultura e do património tem chegado mais longe do que pensas...assim é bom, saber que as nossas palavras não caem em saco roto.
Parabéns e continua sempre em frente.
Bom fim de semana(embora as previsões sejam de chuva).
Beijinhos
Zé Povinho
ResponderEliminarDeixa-me fazer aqui uma correcção relativamente aos judeus salvos por Aristides Sousa Mendes.A maioria dos 30.000 ou 40.000 indivíduos que Aristides "safou" do holocausto não eram judeus. O Homem desatou a carimbar passaportes sem olhar sequer para os nomes dos titulares. Eram pessoas e isso lhe bastava. Só que quando ficou na miséria e os filhos proibidos de estudar nas Faculdades Portuguesas, só os judeus estavam organizados para lhe acudir.
Há também a ressaltar o facto dos proscritos por Salazar carregarem a maldição até depois do 25 de Abril. Nunca se lhes fez a verdadeira justiça.
Conheço a casa do Aristides, falei com pessoas que o conheceram e até com pessoas da Fundação.
Só os judeus, familiares de individuos que ele conseguiu salvar, costumam anualmente ir plantar um laranjeira junto à sua estátua.
Nós contentamo-nos com as ruínas e até há continuadores de Salazar a conspurcarem-lhe o nome.
Apesar de ter perdido tudo,honras, palácio, carreira, dinheiro e até os filhos que tiveram que sair do país e morrer tão pobre que nem fato tinha, Aristides nunca se arrependeu. Ele achava que a vida dele valia muito pouco em relação a todas as que salvou.
Abraço
Correcção bem recebida, mas de facto foram quase exclusivamente os judeus que se lembraram da sua desobediência até há poucos anos, e mesmo hoje são poucos os que se interessam pelo assunto. É sempre bom saber que há quem esteja atento.
ResponderEliminarObrigado.
Abraço do Zé
"Perante os factos, somos um povo que não sabe respeitar a memória dos seus maiores, não conhece a sua História, e pouca importância dá à sua Cultura e Património."
ResponderEliminarSimples mente excelente, muito bem.
o humor dos quadros da que pensar...
ResponderEliminarbom fim de semana
... embora essa tal perda de identidade nacional e essa falta de orgulho em ser português também tenha ,e muito, a ver com as gerações sucessivas de políticos e políticas que nos têm (des)governado.
ResponderEliminarSomos um país rico em história, mas com uma história pobre de governação, ou falta dela.
Saudações do Marreta.
Zé
ResponderEliminarLamentável o estado em que a casa se encontra. Triste povo este que não preserva o património histórico, nem o natural, nem coisa nenhuma. Onde paira o orgulho de ser português? Que triste pátria esta que maltrata o espólio de um dos seus mais ilustres filhos.
Beijinho
E já agora relembro Irena Sendler, polaca e Raoul Wallenberg, sueco, que também salvaram milhares de judeus do trágico fim que lhes estava reservado.
ResponderEliminarBeijinho
Tem toda arazão, Zé!
ResponderEliminarA crise, se bem que seja uma espécie de instituiçãp nacional, nem sempre esteve com crises agudas e a casa não se degradou em 2 ou 3 ou 5 anos. E como essa muitos outros nacos de património são votados ao abandono.
É ma falta de interesse e de amor pelo património, sim senhor.
Um abraço.Jorge P.G.
Que posso eu acrescentar ao que já disseram os anteriores comentaristas?
ResponderEliminarUm abraço e uma boa semana