segunda-feira, janeiro 28, 2008

O FINANCIAMENTO DOS MUSEUS

Já começa a ser um hábito ouvir-se falar da penúria a que se encontram votados os museus e o restante Património nacional, o que não se compreende é que ao mesmo tempo que se realça a importância da Cultura na atracção de fluxos turísticos, e o consequente arrecadar de verbas, se assita em paralelo à diminuição das verbas atribuidas pelo orçamento de Estado.
Que sentido faz virem proclamar com pompa e circunstância a exposição de obras do Hermitage, e até a criação de um pólo desse museu em terras lusas, se os nossos museus são forçados a ficar sem exposições por não haver margem orçamental para a sua execução?
A política para a Cultura é de claro desinvestimento, sendo um facto conhecido de que em 2007 serão atribuidos menos três milhões de euros para o funcionamento dos museus. Ainda estão no ar os ecos do Roteiro pelo Património, efectuado na semana passada, e já somos brindados com esta triste realidade, por um ministério para o qual foi prometido o mítico 1%, que afinal é só 0,4% do bolo a repartir por todos os ministérios. Claro que as promessas deste tipo soam sempre bem em campanha eleitoral, o pior é colocar em prática esses compromissos.

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FOTOGRAFIA
Max Snegirev

D!M

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CARTOON

Daryl Cagle

Christo Komarnitski

7 comentários:

  1. Olá Zé, meu querido amigo!
    O teu texto belíssimo, o resto da postagem uma maravilha!
    Sou como os míudos vêem e tornam a ver!
    Lindíssimooooooooooooooooooooooooo
    muitos beijinhos de carinho e amizade.
    Fernandinha

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  2. http://templodogiraldo.blogspot.com/


    Passem por aqui e comentem! SAUDAÇÕES.

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  3. Quando o dinheiro é escasso, devia-se ter a coragem de tomar opções.
    Na Cultura, como noutros sítios.
    Contudo, aquilo a que se assiste é a um laxismo, a um faz de conta... como disse e bem, anuncia-se isto e aquilo, honras de jornais e de televisão e depois espera-se que passe, que se esqueçam.

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  4. Julgo que estamos a passar a fase mais negra, em termos de sensibilidade cultural, de que tenho memória. Os números que os sucessivos orçamentos vão destinando à Cultura, ou são escassos ou não se cumprem e entretanto vão-se afastando pessoas incómodas ao sistema!

    Aquele abraço infernal!

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  5. Para esta gente que nos "governa"a cultura não conta. Na estreiteza do seu pensamento a cultura é um passatempo de indolentes, frustrados e maniacos. O que conta é o mercado, a bolsa e o consumo.

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  6. Zé Povinho
    Em Portugal a Cultura e o seu Ministério é coisa menorzinha de somenos importância. Começa-se logo por escolher uma ministra anti-cultura e depois desinveste-se tudo o que se pode porque neste país o que interessa são mercados financeiros e as actividades que dêm lucro.
    Um português pensante é um português actuante e logo não convém. Afinal cultura para quê?

    Um abraço

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  7. Anónimo10:25 p.m.

    O OE para A Cultura sempre foi uma vergonha, e esta malta está a continuar essa tendência... Um Abraço e Boa Semana

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