domingo, setembro 17, 2017

FÉRIAS

Por uns dias deverei estar um pouco desligado, mas por boas razões... 


sexta-feira, setembro 15, 2017

FRESCURA

Não se pode dizer que o dia esteja muito quente mas não pude deixar de parar para tirar duas fotografias, ao passar por aqui...


terça-feira, setembro 12, 2017

AINDA O TURISMO



Estaremos todos de acordo com os benefícios para a economia e para o emprego, que o aumento do turismo acarretou para o país numa altura em que este atravessa uma grave crise nesses campos, mas como em tudo, existem sempre os dois lados da questão.

Quando começamos a falar dos problemas decorrentes do crescimento impressionante do número de turistas que nos procuram, começam logo a aparecer os sinais de discordância.

Há quem apenas valorize o que há de bom, há quem apenas refira o que resulta mal, e naturalmente que há quem pondere tanto os benefícios como os inconvenientes, e tente encontrar soluções para manter os benefícios sem que as cidades e os seus residentes habituais sejam prejudicados com este fenómeno.

Sei bem que quem lucra com o turismo, não quer abdicar da sua galinha dos ovos de ouro, mas também é evidente que as cidades não podem ser transformadas em parques temáticos, onde os turistas se passeiam mas onde não reside ninguém.

Amesterdão é apenas mais uma cidade em que os cidadãos procuram soluções para os residentes, e lá os autarcas já perceberam que quem neles vai votar, são os residentes, que também pagam os seus impostos e as muitas derramas que sustentam os serviços públicos que a cidade oferece.

Todos beneficiam se houver cooperação na solução dos problemas, porque suscitando o confronto, e extremando posições, todos sairão prejudicados.



2.451

sábado, setembro 09, 2017

INJUSTIÇAS E REDISTRIBUIÇÃO



É sempre penoso verificar que muitos dos problemas da nossa sociedade derivam pura e simplesmente da má redistribuição da riqueza produzida, fruto da ganância e do assalto ao poder das classes com mais poder.

Nos nossos dias o dinheiro domina o poder, apesar de tudo estar bem disfarçado por um manto de Democracia que é mais ilusório do que real. Os partidos estão dominados por quem os patrocina e por quem garante locais de recuo depois da vida política, e tudo hoje se subordina à economia e aos seus interesses, sendo que os interesses dos cidadãos ficam sempre num plano inferior.

As grandes desigualdades servem para dividir a sociedade, onde uns quantos ganham bastante e são taxados bem pelo fisco, e outros ganham uma miséria pois apenas sobrevivem com os salários miseráveis que auferem. Não me esqueci dos que manobram tudo isto e que estão sempre na sombra, e fogem ao esforço exigido ao comum dos mortais.

As altas chefias, que são o braço armado de quem está na sombra, ganham bem e são bem taxados por esse motivo, e não podem (não deviam) queixar-se, porque colaboram na exploração dos seus subordinados, que têm apenas direito a salários baixos com os quais apenas sobrevivem.

Ouvir alguns, como Manuela Ferreira Leite e Miguel Sousa Tavares, a queixarem-se de pagar muitos impostos e não os ouvir dizer nada sobre os salários de miséria da grande maioria, é simplesmente patético e deprimente.



quinta-feira, setembro 07, 2017

BALANÇOS NA CULTURA



O ano de 2017 ainda não chegou ao fim contudo existem alguns indícios de que havia algum dinheiro, que deu para comprar pinturas no valor de 5,5 milhões (segundo a imprensa), e já existe um comprometimento de mais de 3 milhões para a Fortaleza de Peniche, o que nem é mau para a área do Património.

O investimento nesta área da Cultura tem sido muito baixo, e os projectos em espera são bastantes, e as intervenções necessárias no Património são mais do que muitas, pelo que não consigo descortinar um ano de 2018 mais promissor do que os anteriores.

O Património pode render bom dinheiro, especialmente em tempos de abundância de turismo, como foram os últimos anos e se prevê que seja o próximo, mas é necessário investir em boa gestão, muita promoção inteligente, e na oferta de serviços de valor acrescentado nos museus, palácios e monumentos dependentes da DGPC.

Chefias pouco ambiciosas, falta de objectivos claros, tanto ao nível de investimento como de retorno em visitas e receitas, falta de organização, burocracias inexplicáveis e falta de recursos humanos nas áreas operacionais, são alguns dos problemas mais do que conhecidos, e a mudança é um imperativo…



O elevador da rainha

domingo, setembro 03, 2017

OS TÍTULOS QUE ATÉ OFENDEM



A nossa imprensa vai produzindo títulos que são verdadeiras ofensas à inteligência, tentando passar uma mensagem mas revelando a verdade sem qualquer destaque, pois não era esse o seu objectivo, claro.

O Expresso tinha um título muito elucidativo, que dizia textualmente que “11% das famílias pagam 70% do IRS”, parecendo que esses 11% eram as vítimas do fisco, quando afinal existem 89% dos portugueses que ganham tão pouco que pouco podem contribuir para esse imposto.

O Correio da Manhã dizia no sábado que “despesa da função pública alarma Finanças”, mas ignorava que a mesma função pública não tinha aumentos nem progressões nas carreiras desde 2009, ou que os “patrões querem descida de IRC de 21% para 19%”, o que é bem elucidativo dos interesses instalados.

Começa a ser constrangedor ler a imprensa escrita e ouvir e ver as rádios e televisões nacionais, que há muito deixaram de ser isentas para publicarem e emitirem apenas o que interessas a quem lhes paga os vencimentos, sem nunca verdadeiramente o assumirem…