terça-feira, outubro 11, 2016

O NOBEL E A TEORIA DOS CONTRATOS

É absolutamente curioso que o Nobel da economia tenha sido atribuído a uma dupla que desenvolveu a Teoria dos Contratos, que segundo dizem os especialistas, é um campo de pesquisa fértil.

No fundo o que estes dois teóricos acabam por dizer é que quando se pode quantificar bem o desempenho de cada funcionário, é vantajoso criar incentivos contratuais (prémios), já quando o resultado do desempenho depende do trabalho duma equipa, então deve ser contratualizado um salário fixo. Lá, entre linhas, também se pode descortinar o princípio de que, os contratos não podendo prever tudo o que possa vir a acontecer, devem ser concebidos para assegurar que ambas as partes tomam decisões mutuamente benéficas.

Claro que não podemos desprezar o afinco destes laureados, mas sabemos todos muito bem que os prémios são sempre para os altos gestores, nunca para os restantes trabalhadores, e que os contratos beneficiam mais os interesses dos patrões do que os dos trabalhadores, e que o Estado cada vez menos defende os mais fracos e vulneráveis.


Dois Nobel para chegar a estas conclusões? Talvez seja um grande avanço para um grupo que estamos habituados a ver falhar em todas as previsões que vão fazendo…  


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