quinta-feira, abril 12, 2012

A INUTILIDADE DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA

O preço dos combustíveis e da energia são dois dos factores que mais pesam na estrutura dos preços de tudo o que consumimos e do que exportamos, contudo a atenção do governo e dos grandes empresários tem-se fixado apenas nos custos do factor trabalho, que no cômputo geral e relativamente aos nossos concorrentes, sempre foi inferior.

Sabe-se que os custos energéticos estão artificialmente altos e que as fornecedoras têm grandes lucros, garantidos por acordos com o governo que nada tem feito para aliviar os preços, mesmo atravessando o país uma grave situação económica como a que temos.

Os combustíveis também são outro caso exemplar, onde o Estado pratica elevadíssimos impostos, maiores do que os praticados em boa parte da Europa, que nunca pensou em aliviar para reduzir os encargos dos portugueses em geral e da economia produtora. Os preços dos combustíveis sobem constantemente e respondem de imediato aos aumentos do crude, mas as reduções não acontecem nem com a mesma rapidez nem na proporção da descida da matéria-prima.

Nesta quarta-feira os preços do brent baixaram para mínimos de Fevereiro, perante a perspectiva dos mercados de menor consumo, e cá estamos nós à espera que na próxima segunda-feira os combustíveis baixem para os níveis mais baixos de Fevereiro.

Claro que os preços não vão baixar tão depressa, nem na mesma proporção, porque temos uma Autoridade da Concorrência que não funciona, e temos um governo que fecha os olhos à cartelização do sector.


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3 comentários:

C Valente disse...

Esta autoridade, de quê?
é só mais um tacho para alguns e de fiscalização e operacionalidade zero.
Saudações amigas

Anónimo disse...

Com a porcaria do aumento de impostos, diminuição de salários e cortes a torto e a direito estes gajos enterram o país. O dinheiro já é curto para a mesa, caramba!
Bjos da Sílvia

LopesCa disse...

Trabalham todos juntos :s