terça-feira, novembro 29, 2011

OS NOSSOS POLÍTICOS

São muitas as vezes que dou comigo a pensar que não vivo num país onde os políticos sejam pessoas normais e cordatas, pessoas que tenham convicções e consciência social como devia ser apanágio de qualquer servidor público.

Há uns dias veio à praça pública um membro do governo dizer que há muitos países onde não se pagam subsídios de natal ou de féria, para “justificar” os cortes que vão ser feitos aos funcionários públicos e pensionistas, e usou a Dinamarca, entre outros países, como termo de comparação.

Fiquei abismado com o ridículo da comparação, e de imediato fiquei com a quase certeza de que o dito servidor (?) público, desconhecia completamente a realidade da Dinamarca, ou que nos estava a chamar estúpidos com todas as letras.

Ontem li sobre o caso do ministro Mota Soares, que deixou a sua Vespa para passar a usar uma bomba de 86 mil euros. Depressa veio um esclarecimento do ministério dizendo que o carro não fora comprado pelo ministro, mas que está alugado por 48 meses.

Porque será que o senhor ministro não abdicou da carripana de luxo e fez como os seus congéneres dinamarqueses, continuando a usar a sua viatura pessoal? Então as comparações não servem para os nossos ministros, que até ganham, comparativamente, mais do que os colegas nórdicos?


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6 comentários:

zeparafuso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zeparafuso disse...

Economia sim! mas só funciona para um dos lados. Mordomias? também só funciona para um dos lados.
Isto já não se resolve só com palavras. Decididamente estes politicos não nos servem, pelo menos a mim.
Cumprs

tulipa disse...

XAMUAR
acabadinha de chegar do aeroporto, vim ver o correio e blogues, após 13 dias de ausência por razões muito boas: férias...
Foi magnífico estar 12 dias sem saber o que se passava em Portugal.
Acredite que nunca mais ouvi a palavra "crise",
já estou farta de tanta negatividade em meu redor;
estou super positiva, também pudera: MIAMI e um cruzeiro de 7 dias pelas Caraíbas...
quem não estaria happy,
muito mesmo!

Obrigado pelas suas palavras,
sim é mesmo de estranhar a ausência nos meus blogues!!!
Mas, desta vez por uma boa causa.
Abraços da Tulipa

C Valente disse...

Isto é a podridão da politicas e dos meninos copo de leite, não foi ele que escolheu, foi o outro
Saudações amigas

Arame Farpado disse...

Numa altura em que se discute a abolição de quatro feriados como solução para a crise sistémica nacional,a proposta em cima da mesa parece pressupôr que a abolição de quatro feriados somada a meia hora extra de trabalho resolverá os problemas de produtividade e competitividade de Portugal.

Porque temos baixa produtividade?
Na minha opinião os principais fatores que deveriam ser objetivo de análise e atuação por parte do Governo são:
- Custos de produção excessivos
- Custos energéticos elevados
- Carga fiscal pesada
- Falta de celeridade processual da Justiça que assusta investidores estrangeiros
- Falta de organização e competência na estrutura empresarial
- Falta de formação dos trabalhadores
- Falta de motivação

Nos países mais competitivos da Europa os colaboradores trabalham menos horas, auferem mais dinheiro e as empresas não só subsistem como proliferam.
Porquê seguir o caminho oposto se todos desejamos estes resultados?
Não acham que devíamos tentar concorrer com a Alemanha ao invés da China?!

Para os trabalhadores portugueses que não concordem com estas medidas e que nelas encontrem apenas a continuidade da prossecução de um ataque a direitos supostamente adquiridos espera-se sequer aumento da sua produtividade individual?

Assumindo esta argumentação como válida, qual o real objetivo na prossecução destas medidas?
Se o impacto positivo será mínimo e ainda assim discutível, quando os fatores que determinariam a correção dos nossos índices produtivos são outros e nem sequer de muito difícil perceção, quando o principal efeito se fará sentir nos mesmos do costume, para quê prosseguir?

A motivação é o motor do comportamento.
Se insistirem no caminho da desmotivação enquanto retiram direitos e simultaneamente apostam no empobrecimento real, assumido e abrupto da população sem se marimbarem nem para as empresas nem para as pessoas, esperam realmente bons resultados?

Caso a resposta seja afirmativa então não tenho qualquer pudor em afirmar que somos governados por uma data de idiotas chapados.

Caso saibam que não terão bons resultados, então assumam de uma vez que estão determinados em cumprir uma qualquer agenda que não a do interesse de Portugal, como até esta data demagógica e desavergonhadamente têm feito.

Numa sociedade pautada pela ética, pela lógica, pelo mérito e pela honra, um Governo que executasse o antónimo do que apregoou deveria ser destituído.
Não sei muito bem que pena aplicar a um executivo que prejudica deliberadamente o Povo que o sufragou...

Não só por ser parte integrada e interessada em todo este logro, também sob o ponto de vista sociológico questiono-me verdadeiramente até que ponto os portugueses se deixam enganar. Interrogo-me até quando o mentiroso e sofrível argumento da inevitabilidade de nos despojar de tudo, até da dignidade, é aceite como meio para nos salvar, sem qualquer protesto indignado e massivo.

Será que na nossa tão jovem e por isso tão frágil democracia teremos tido tempo e arte para, enquanto Povo, termos eliminado a nefasta e derrotista resignação que tão facilmente abre caminho às ditaduras e totalitarismos?

Tenho receio, confesso.
Quando vejo que os portugueses aceitam que tudo lhes roubem e em tudo os prejudiquem sem espírito crítico, sem reflexão, sem aparentemente sequer se importarem, este é, para mim, o estado de espírito de quem vive na subjugação e tudo, inclusivamente a perda da liberdade, é capaz de aceitar.

Esta é a conclusão e isto o que fundamentalmente me preocupa.
Mais do que a condução idiota dos destinos da nação, mais do que o cumprimento de uma qualquer agenda escondida, o que me deixa deveras preocupado é a falta de capacidade de análise, reflexão e reação do meu Povo.

A quem tudo aceita, tudo farão, não duvido.
Não gosto de me colocar nas mãos dos outros mas os meus concidadãos parecem desejar fazê-lo ardente, cegamente, sem qualquer critério.

Podem discordar de mim à vontade. Será incomensuravelmente melhor do que não terem qualquer opinião.

Graça Pereira disse...

Interrogações sem resposta...ou não?
Acho que os nossos políticos mal poisam o pé no Governo, ficam com as ideias turvas...e há doenças endémicas que se pegam...ás vezes até para não ficarem mal na fotografia!!!!
Beijo
Graça