terça-feira, julho 19, 2011

ABSOLUTAMENTE LOUCAS

É preciso vir mais um prémio Nobel da Economia dizer que as políticas económicas europeias são “absolutamente loucas”, para alguém começar a ver que a tal intenção de ser bom aluno, e muito cumpridor é uma verdadeira tolice.

Amartya Sem é apenas mais um dos muitos que declaram abertamente que não é com a contracção económica e consequentemente sem crescimento económico que podemos ultrapassar a crise da dívida externa.

Podia dizer-se que ainda não se tinham visto as consequências dos enormes cortes na despesa, mas a Grécia está aí para nos demonstrar que as consequências são mais dívida, mais desemprego e mais recessão. A vida dos gregos é a dívida do seu país é absolutamente insuportável, mas a Europa continua a adiar verdadeiras medidas de ajuda, preferindo castigar ainda mais quem já está mal.

Não sei o que irá sair da próxima cimeira europeia, mas espera-se que não seja mais do mesmo, porque isso será o enterro da União Europeia e do euro.


FOTOGRAFIA


CARTOON
Cameron (Cam) Cardow

4 comentários:

Pata Negra disse...

A Europa está ligada à máquina! Preparem o enterro e virem-se para os vivos - porque vivos continuarão os povos e as nações mesmos que os prestamistas lhe queiram ficar com os dedos - porque quando lhe quiserem os dedos, encontrarão armas!
Um abraço absolutamente louco

Anónimo disse...

A doença das "vacas loucas" está ultrapassada, mas a dos "políticos loucos" está no seu auge.
Lol

AnarKa

CS disse...

A receita do capitalismo financeiro internacional, foi sempre igual. Políticas restritivas, recessivas, que levam os paises à miséria mas salvam as oligarquias financeiras credoras. Até aqui aplicadas aos chamados países subdesenvolvidos da América do Sul e Asia,com as tristes consequencias que se conecem. Está mais que provado que o que se procura não é a recuperação económica dmas tão só salvar o capital dos gananciosos credores. De estranhar somente, mas que demonstra o alastramento do falhanço do neoliberalismo, que tal receita chegue tambem a paises europeus, da UE, do chamado "primeiro mundo".

Anónimo disse...

Dentro de algumas horas teremos o veredicto e não creio que se compadeça com os mais fracos.
Bjos da Sílvia