quarta-feira, abril 27, 2011

CONTENÇÃO VERBAL DE POLÍTICOS

O episódio do tal adjectivo “foleiro” que fez correr bastante “tinta”por aí, logo secundado pelo termo “ciber-nabo”, que envolveram José Lelo e Nogueira Leite, foi uma versão soft da linguagem praticada por políticos.

Na política usa-se em geral o politiquês, onde abundam os adjectivos mais ou menos “doces” e o sorriso cínico que caracteriza gente capaz de enfiar uma faca nas costas do adversário, tão depressa este esteja distraído. Esta será a regra em público, pois como se sabe, logo que as comadres se zangam, lá surge o vernáculo ou o neologismo como “o abifar uns tachos” que lá vamos entendendo com alguma dificuldade.

Da Bielorrússia chega-nos outro exemplo da diplomacia verbal de políticos, em que Lukachenko nos brinda com umas frases de gritos:

- “Ele (Durão Barroso) é simplesmente um canalha! Por isso não quero falar de diferentes Barrosos, de outros cabrões (козлы), touros, etc. No que respeita aos cabrões (козлы), tais como Barroso e outros, quem é ele, esse Barroso? Conheço um tal Barroso em Portugal, foi corrido e arranjou emprego na Comissão Europeia”.

Qualquer piropo deste género, proferido por um qualquer cidadão, seria considerado uma ofensa e daria origem a um processo judicial, mas entre políticos, são meros piropos que fazem parte do “combate político”.




FOTOGRAFIA
By Palaciano

4 comentários:

Isamar disse...

Inconcebível que quem tem ou teve cargos públicos ao mais alto nível se pronuncie sem qualquer pudor em relação ao mais alto magistrado da Nação.Uma falha gravíssima e indesculpável.

Bem-hajas!

Abraço fraterno

AFRICA EM POESIA disse...

Só vim ler-te e deixar um beijinho...

AFRICA EM POESIA disse...

Só vim ler-te e deixar um beijinho...

LopesCa disse...

pois :s