sexta-feira, dezembro 31, 2010

FELIZ ANO NOVO

Recomeça….

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…

Miguel Torga




quinta-feira, dezembro 30, 2010

A ILÓGICA DA MATEMÁTICA

Já afirmei aqui por diversas vezes a minha dificuldade em entender os economistas e fiscalistas, especialmente quando eles tentam explicar a justiça de medidas de contenção, dos aumentos, ou até dos impostos. Para eles é tudo uma questão de números, percentagens e progressividade, completamente abstracta.

Hoje ouvi umas explicações disparatadas sobre a justeza das taxas moderadoras na saúde, que vão ser pagas por todos os que tenham um rendimento superior a 485 euros mensais. Para os governantes e para o economista que falava, trata-se de um acto de moralização no sistema, porque só haverá justiça se todos, a partir de um patamar, contribuírem.

Os mesmos economistas defendem aumentos salariais usando percentagens, e sempre acharam isso da mais elementar justiça. Sobre os impostos, em particular sobre o IVA, defendem-no com unhas e dentes, mesmo quando sobe como agora acontece, por ser universal, mesmo não sendo progressivo, mas porque tem taxas diferenciadas consoante o tipo de bens e serviços em causa.

Os senhores, e senhoras, economistas e fiscalistas nunca mencionam o ponto de partida da questão sobre a qual se pronunciam sobre a sua justiça, que é sempre o rendimento mensal de cada um. A realidade fica para além da abstracção matemática, mas bastava colocar números no papel para facilmente provar que os cursos que tiraram, ou caíram no esquecimento, ou então terão sido tirados em alguma universidade manhosa. Não me esqueci da possibilidade de estarem a fazer um favor aos interesses que lhes pagam, porque isso podia ofender a sua dignidade pessoal, e ainda apanhava com algum processo!

Por último deixo aqui um conselho grátis para essas sumidades, que é o de tirarem um estágio grátis na mercearia do senhor Manuel, aqui pertinho, para aprenderem umas continhas de merceeiro, que lhes iriam abrir novos horizontes.



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By Ben Goossens

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Ainda te hei-de meter juizo nessa tola

terça-feira, dezembro 28, 2010

LISZT

O ano de 2011 será também o ano de Franz Liszt, ou Liszt Ferenc se atendermos ao facto de ele próprio se ter intitulado de húngaro, ainda que não soubesse sequer falar húngaro.

Liszt nasceu a 22 de Outubro de 1811 em Raiding e foi baptizado com o nome latino de “Franciscus”, mas era tratado pelos seus amigos deste muito cedo por Franz, que era naturalmente a versão alemã do nome.

A sua relação com a princesa Carolyne foi atribulada e escandalosa na época, e terá contribuído para a sua ida para Itália em 1860.

Da sua obra destacam-se a Sinfonia Fausto e a Sinfonia Dante e muitas rapsódias Húngaras. Aguardemos para ver como se vai comemorar em Portugal o Ano Liszt.















MUSICA


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domingo, dezembro 26, 2010

CONTRA A EXPLORAÇÃO

É simplesmente revoltante assistir ao empenhamento do governo, do maior partido da oposição e da UGT, no sentido de mudar o actual Código do Trabalho. Não se trata de dizer que o código existente seja perfeito, mas sim que as propostas já conhecidas pela boca dos patrões são um enorme retrocesso relativamente ao anterior.

Para que se perceba exactamente o que está na mente do patronato, basta ler a notícia publicada pelo Jornal de Notícias com o título de “Salários dos chineses inferiores em 87,5%”. Este estudo publicado pelo Banco de Portugal realça o facto já evidente, de que uma boa parte do patronato se está a aproveitar dos emigrantes para manipular o mercado do trabalho em Portugal.

O governo permite tudo isto e ainda quer ir mais longe, refugiando-se cobardemente numa crise de que também é responsável, não olhando aos perigos que se tornam cada vez mais reais e que se traduzem numa revolta cada vez maior devido ao aumento da miséria, e uma outra com contornos ainda mais explosivos que é o sentimento de rejeição relativamente à emigração.

Não nos interessa se Cavaco Silva diz ser o mais sério de todos ou se José Sócrates afirma que não desiste, porque o que está a ficar em causa, e ninguém parece estar realmente preocupado, é a estabilidade social.







terça-feira, dezembro 21, 2010

NATAL

Se considero o triste abatimento
Em que me faz jazer minha desgraça,
A desesperação me despedaça,
No mesmo instante, o frágil sofrimento.

Mas súbito me diz o pensamento,
Para aplacar-me a dor que me traspassa,
Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
Teve num vil presepe o nascimento.

Vejo na palha o Redentor chorando,
Ao lado a Mãe, prostrados os pastores,
A milagrosa estrela os reis guiando.

Vejo-O morrer depois, ó pecadores,
Por nós, e fecho os olhos, adorando
Os castigos do Céu como favores.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

segunda-feira, dezembro 20, 2010

FRASES E EFEITOS

Quando consultamos as notícias diariamente, como eu faço, há sempre frases que nos ficam e que de algum modo queremos usar ou contestar. Hoje li uma dessas frases, com origem na Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros em Portugal.

A frase era, “Aumentos dos preços dos bilhetes não cobrem despesas, alertam transportadores”. Não sei se a frase era para ter efeito junto de António Mendonça, um ministro que na opinião da maioria já devia ter sido remodelado, ou se era dirigida aos utentes dos transportes públicos.

Se o destinatário era o ministro, não sei qual será o seu efeito, já se era dirigido aos utentes, eu sei qual é a opinião maioritária deles:

- “Os vencimentos que recebemos já não cobrem as despesas fixas das famílias”.



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sexta-feira, dezembro 17, 2010

POEMA AO VENTO

Sopra o vento, sopra o vento,
Sopra alto o vento lá fora;
Mas também meu pensamento
Tem um vento que o devora.

Há uma íntima intenção
Que tumultua em meu ser
E faz do meu coração
O que um vento quer varrer;

Não sei se há ramos deitados
Abaixo no temporal,
Se pés do chão levantados
Num sopro onde tudo é igual.

Dos ramos que ali caíram
Sei só que há mágoas e dores
Destinadas a não ser
Mais que um desfolhar de flores.

Fernando Pessoa



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Esperem só por 2011...

quinta-feira, dezembro 16, 2010

OS ESTÍMULOS

A Europa dos Sul tem vindo a seguir as directivas do directório Alemanha/França que se tem traduzido na prática na retracção económica.

Os cortes nos salários, na despesa corrente, e no investimento, a par dos cortes nas prestações sociais e do aumento dos impostos, resultam em menos dinheiro nos bolsos de quem trabalha, e na pobreza de quem vive com pensões baixíssimas e de quem está desempregado.


Os governos que ordenam o apertar do cinto aos cidadãos, são os mesmos que favoreceram a banca e a ajudaram com os dinheiros públicos, e agora dizem que vão estimular as empresas, penalizando uma vez mais quem trabalha, tornando a facilitar de algum modo os despedimentos.


É este o estímulo que se dá à população em geral, que cada vez mais se sente desprotegida, porque não tem segurança no trabalho, cada vez tem menos apoio no desemprego numa conjuntura como esta, e que não vê qualquer segurança para a sua velhice, apesar das contribuições efectuadas.


Recordo que quem nos levou a esta situação económica não é chamado à responsabilidade, e continua a passear-se nos corredores do poder. Esta mesma situação de impunidade na Grécia resultou já na caça aos responsáveis e ao espancamento de um antigo governante, demonstrando que há descontentamento perante a falta de Justiça e de equidade.


As 50 medidas não estimulam quem trabalha, por isso onde quer chegar o Governo?



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segunda-feira, dezembro 13, 2010

VENTO

Passaram os ventos de agosto, levando tudo.
As árvores humilhadas bateram, bateram com os ramos no chão.
Voaram telhados, voaram andaimes, voaram coisas imensas:
os ninhos que os homens não viram nos galhos
e uma esperança que ninguém viu, num coração.

Passaram os ventos de agosto, terríveis, por dentro da noite.
Em todos os sonos pisou, quebrando-os, o seu tropel.
Mas, sobre a paisagem cansada da aventura excessiva - sem forma e sem eco,
o sol encontrou as crianças procurando outra vez o vento
para soltarem papagaios de papel.


Cecília Meireles



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sábado, dezembro 11, 2010

TOLERÂNCIA

Quando muitos homens estão juntos, é preciso separá-los pelos ritos, senão matam-se uns aos outros.

Jean Paul Sartre

By Russ Cook


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Ilusão

sexta-feira, dezembro 10, 2010

UMA QUESTÃO DE VALORES

Quando lemos que a economia paralela em Portugal vale €40 mil milhões, ficamos com a sensação que este é o país dos espertos. Um valor desta grandeza a contornar a contabilidade fiscal corresponde a um roubo ao Estado (que somos todos nós) de perto de €12 mil milhões, que é muitíssimo mais do que o que se vai conseguir com os PECs I, II e III.

Custa-me a creditar que seja a subida dos impostos ou a subida dos impostos que tenham sido a justificação para esta monumental fuga aos impostos. O economista João Duque pode ter esta teoria, mas existem outras tão válidas, ou mais do que essa.

Os dados sobre a corrupção mostram que os portugueses não confiam nos políticos e que acham que eles são os mais corruptos. Portanto, quando eu oiço dizer a alguém que foge aos impostos que é por causa do desperdício que o Governo faz dos dinheiros de todos nós, ligo as duas coisas e penso que se a política deixasse de ser um amontoado de mentiras, e se conseguissem convencer o país que os seus impostos iam ser utilizados para o bem comum, talvez mudasse alguma coisa.

Entre os espertos que fogem aos impostos e aqueles que gastam mal os dinheiros públicos, estão os cidadãos honestos que pagam o que lhes compete, que não deviam passar por parvos, meus senhores.



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Quinta da Regaleira by Palaciano

quarta-feira, dezembro 08, 2010

HUMOR AO FERIADO

Portugal é um país fantástico e, apesar de sermos um bocado sisudos, temos dirigentes que são uns verdadeiros pândegos.

Ainda a semana passada ouvimos dirigentes empresariais dizer que as empresas não podiam pagar ordenados mínimos de 500 euros por causa dos custos de produção e da concorrência internacional, mas quando se sabe que o preço da energia eléctrica vai aumentar mais do que a inflação, temos esses mesmos dirigentes verdadeiramente mudos.

Há algum tempo conheceu-se um registo exaustivo de dezenas de voos com destino a Guantanamo, que cruzaram o nosso espaço aéreo, e os que escalaram aeroportos nacionais. Há poucos dias conheceram-se uns “cables” com origem na embaixada dos EUA em Lisboa sobre o assunto, e contudo, o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros conclui que “pura e simplesmente não houve voo nenhum”.

Em Portugal tornou-se normal ouvir um membro do governo ter um discurso em Bruxelas, e depois dizer o contrário em território nacional. Por exemplo, temo s a respeito desse tema os discursos de lá e de cá, mas também temos o da ministra da pasta que é divergente do que teve agora o 1º ministro.

A coerência parece que não faz parte do discurso dos nossos dirigentes, e estou em crer que a camada de ozono deve ter alguma influência nesta inconstância, porque não me atreveria a dizer como a grande Ivone Silva … ESTÁ TUDO GROSSO!





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segunda-feira, dezembro 06, 2010

JOSÉ CRAVEIRINHA

UM HOMEM NUNCA CHORA


Acreditava naquela história

do homem que nunca chora.


Eu julgava-me um homem.


Na adolescência

meus filmes de aventuras

punham-me muito longe de ser cobarde

na arrogante criancice do herói de ferro.


Agora tremo.

E agora choro.


Como um homem treme.

Como chora um homem!

PINTURA AFRICANA




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Hao Yanpeng

Felips

sábado, dezembro 04, 2010

sexta-feira, dezembro 03, 2010

A SUSPEITA E OS NEGÓCIOS

A PT e o Governo chegaram a acordo sobre a transferência das responsabilidades com os planos de pensões desta empresa para o Estado, antes do final do ano. Esta negociata é de 2,8 mil milhões de euros, mas o dinheiro não vai ser entregue agora na sua totalidade, podendo ser diferida pelos anos de 2011 e 2012.

Começamos por desconfiar que o negócio seja favorável aos cofres do Estado, porque segundo li nos jornais os gestores da PT têm bom olfacto para os bons negócios, e portanto não o iam transferir para outrem.

Esta transferência de fundos coincide com o chumbo da proposta para taxar a antecipação de dividendos, que pelo que li vai acontecer na PT. Curiosamente, ou talvez não, a PT só fechou o acordo nesta data, e mais curiosamente ainda, não antecipou a entrega do total do fundo de pensões, mas apenas uma parte, comprometendo-se a pagar o restante em prestações.

Francisco Assis, líder da bancada do PS, ficou indignado com “a insinuação” de que poderiam haver pressões dos beneficiados com o chumbo da proposta, mas não pode é pedir que não desconfiemos da coincidência temporal destas duas situações.

Em política, meus caros, o que parece, é! A frase nem sequer é minha!...



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Pombo


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Veneza by Florian Doru Crihana


Veneza by Florian Doru Crihana

quarta-feira, dezembro 01, 2010

OS BANCOS NÃO SÃO SEGUROS

Com as notícias que os mercados nos proporcionam o nosso dinheiro depositado nos bancos está verdadeiramente em perigo, e a medida mais inteligente é retirá-lo de lá enquanto é tempo.

À frente de todos os problemas está a desconfiança entre eles mesmos, que é tanta que se recusam a emprestar dinheiro uns aos outros, temendo o incumprimento e a falta de liquidez. Se quiser juntar mais um problema mais sólido ainda, temos o facto de os nossos bancos estarem nos últimos tempos dependentes do BCE, que tem sido a sua tábua de salvação.


A banca nacional, e não só, escorrega a alta velocidade para a fossa, e com ela as nossas economias. Talvez mesmo assim haja quem julgue que estou a ser pessimista e que a nossa banca apresenta uma solidez invejável, e que vai resistir ao secar dar das fontes de financiamento externas, como transparece do discurso oficial.


Os optimistas que se cuidem, porque se não ficarem em risco de perder as suas economias, arriscam-se no mínimo a pagar enormidades só por terem os seus depósitos nos bancos.


Podem ler ISTO, ISTO ou ISTO

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By Palaciano

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Sem árvores I

Sem árvores II

terça-feira, novembro 30, 2010

GEDEÃO

Máquina do mundo

O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.

Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.



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By Palaciano

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Conversas no Laranjal

sábado, novembro 27, 2010

HÁ LÓGICA NA POLÍTICA?

Tempos houve em que a política e os políticos se regiam por um código de honra e por ideologias que eram claras, seguidas por pessoas consequentes.

Hoje a política não se rege por nenhuma ideologia, não é praticada por pessoas consequentes e o valor mais importante em jogo é a economia, para não dizer simplesmente o lucro.

Acabei de ler que o líder da bancada do PSD falar sobre a disciplina de voto e sobre possíveis questões jurídicas na violação dessa disciplina pelos deputados eleitos pela Madeira. Atira-se com o interesse nacional para cima da mesa para impor a abstenção do grupo parlamentar social-democrata, para com isso se viabilizar um Orçamento de Estado que abertamente se classifica de mau.

Bem pode o PSD dizer que este não é o seu orçamento, e que está apenas a defender o interesse nacional, que ninguém acredita. Um mau orçamento não se viabiliza e como se viu pelo resultado desta Greve Geral, o povo também o chumbou.

Todos nós sabemos que para o ano que vem teremos o mesmo PSD que viabilizou este orçamento, a candidatar-se ao poder dizendo que é contra estas políticas que agora deixou passar.

A política deixou de ser um espaço de debate de ideias e de convicções para se transformar num jogo em que tudo vale para alcançar um único objectivo, o poder.



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Emaranhado by Palaciano

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Selva Urbana

quinta-feira, novembro 25, 2010

O RECADO ESTÁ DADO

A Greve Geral de dia 24 de Novembro de 2010 foi um grande recado à classe política e empresarial deste país, que só não entende quem não quer ver o que está bem à frente dos seus olhos.

Ficou bem claro que os trabalhadores estão fartos de ser os bodes expiatórios da má governação que temos tido nas últimas décadas, e dos disparates que se têm permitido na destruição do tecido de produção, como a agricultura, pescas e metalomecânica, em detrimento do apoio excessivo de sectores como a banca e os serviços ou a construção que ultrapassaram os limites do razoável.

Todos os erros estratégicos, alimentados pelas ajudas dos dinheiros da adesão à União Europeia e ao euro, estão agora a ser pagos não por quem os cometeu mas por quem trabalha honestamente para ganhar salários que são cada vez mais reduzidos em nome de uma competitividade impossível em muitos sectores.

As afirmações de um líder da Associação Têxtil e do Vestuário de Portugal (ATP), João Costa, mostra bem a fraca qualidade de alguns empresários. Segundo este dirigente dum sector que é dos que mais mal pagam em Portugal, o “sector público faz greve porque pode brincar”, mostra bem a falta de visão de quem continua a pensar que os trabalhadores não podem pensar pela sua cabeça nem podem manifestar-se contra o que julgam que está profundamente errado, e que ainda pensa que se alcança maior produtividade sem salários justos e sem direitos laborais que nos têm sido cortados devido à má redistribuição da riqueza num Portugal cada vez mais desigual e injusto.

O descontentamento social pode não ficar por aqui, e não saímos desta crise com estas receitas de ataque aos rendimentos do trabalho e aos direitos sociais, que é a que está a ser seguida nos últimos vinte anos.



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By Palaciano


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Para os que desistem...

segunda-feira, novembro 22, 2010

CONTABILIZEM BEM

Já todos pudemos ler ou ouvir quanto é que pode custar uma Greve Geral por dia, e já tivemos números para todos os gostos. Já apanhei um boy do PS que escreveu para um jornal, passando-se por um cidadão qualquer, dizendo que esta greve é de alguns trabalhadores contra outros.

Nestas ocasiões é preciso ter alguma cabeça fria para não se dizerem uns quantos palavrões contra esta gente que se acha acima da crítica e que continua a pensar que o protesto e a greve não deviam ser permitidos.

Quem contabiliza agora os prejuízos de um dia de greve, esqueceu-se de contabilizar os custos da Cimeira da Nato, não apenas nos custos directos, mas na perturbação do tráfego aéreo, e nas perdas do turismo e do comércio, na tolerância de ponto, e nas restrições do tráfego terrestre da capital.

Contabilizam-se os prejuízos duma greve na economia, mas quem a faz com convicção contabiliza os inúmeros erros da governação que caiem sempre sobre os rendimentos do trabalho. È muito simples meus amigos, a Greve Geral é contra quem nos governou mal durante estas últimas décadas, e agora nos vem cobrar a factura dos seus actos.



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By Palaciano