segunda-feira, junho 09, 2008

OS AZARES DA CULTURA

Não fora um abaixo-assinado manifestando a preocupação quanto aos serviços do extinto Instituto Português de Arqueologia, e certamente passaria despercebida a possibilidade de se encerramento da biblioteca, do laboratório e do arquivo de Arqueologia que são o testemunho dos trabalhos efectuados em décadas no território nacional e não só.

É sintomático que o próprio IGESPAR venha reconhecer que não tem autoridade para encontrar novas instalações, apesar de ser o responsável pela actividade arqueológica, depois da reestruturação dos serviços públicos encetada por este governo.

A anterior detentora da pasta da Cultura foi um erro de casting, e não estava talhada para dirigir os destinos deste ministério, mas a escolha do actual ministro foi uma total surpresa e parece ter obedecido a critérios estranhos, porque dele não se conhece ainda qualquer plano para revitalizar o Ministério da Cultura.

Já todos tinham manifestado a estranheza pela sua ausência, notada por altura da apresentação do plano de requalificação e reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa, na altura em Manuel Pinho anunciou um novo Museu Nacional dos Coches, e agora vemos também que não acautelou em tempo devido o espólio do extinto IPA.

Duvido que hajam muitos portugueses que saibam que existe um Ministério da Cultura, mas serão de certeza muito poucos os que sabem quem é o ministro da Cultura, e está bem à vista o porquê.

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FOTOGRAFIA


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CARTOON

Biratan

10 comentários:

papagueno disse...

Que dizer, estas coisas, infelizmente, já não espantam ninguém. É para isto que estamos a pagar um Ministério da Cultura?

Anónimo disse...

Engraçado, agora começo a perceber o que o futuro reserva aos equipamentos culturais situados nessa zona de Lisboa, vão deixar de ser tutelados, pelo menos no que respeita à sua exploração, pelo Ministério da Cultura, e lá vamos ter os Coches e a Torre de Belém a 11 euros, como acontece com o Palácio (antigamente) Nacional da Pena.
Fui
Joca

Vieira Calado disse...

Eu costumo chamar-lhe "Mistério da Cultura"...
Um abraço.

Capitão-Mor disse...

Em tempos de crise, já se sabe onde corta primeiro...mais do mesmo!

Boa semana por aí

Papoila disse...

Zé Povinho:
Na verdade o mais onvisível Ministério é mesmo o da Cultura.
Não tem planos e raríssimas vezes é chamado ao Parlamento para prestar contas.
Qualquer um dos cartoons estão deliciosos.
Beijo

Odele Souza disse...

Passando pra te deixar um abraço.

O cartoon do porco espinho está ótimo! rsrs

Pata Negra disse...

De nada vale um ministério da cultura num governo sem ela. A cultura resistirá, o povo é culto!
Um abraço sem cultura oficial

Sophiamar disse...

Um ministério tão discreto, tão discreto mas tão discreto mesmo que não nos apercebemos da sua existência. Medidas tomadas onde? Em quê? Quem sabe delas? O que sabemos sim é que a cultura mora na rua da amargura. Triste fado o nosso!

Beijinhos

São disse...

O maior azar da cultura portuguesa é a de ninguém achar que merece a pena cuidá-la. Começando pelos governantes!!
Feliz feriado.

Odysseus disse...

Vou tentar encontrar gasolina mais barata, mas não sei se esta raça a vende. ;)

Um abraço, e bom feriado.