segunda-feira, julho 30, 2007

RAPIDINHAS

A vinha – O governo português e a comunidade europeia dizem-se satisfeitos com a decisão de subsidiar o arranque de videiras de má qualidade, contribuindo assim para a produção de vinhos de excelência e para travar o excesso de produção deste produto. Visto desta maneira talvez haja poucos argumentos em sinal contrário, contudo sabe-se que grande parte dessas uvas destinava-se à destilação e, aqui começam as objecções. Vamos apoiar a produção de combustíveis alternativos, sendo que alguns vão ser produzidos com recurso a produtos alimentares, o que vai naturalmente encarecer estes últimos. Será que em vez de cereais, por cá não se podia utilizar as tais uvas de má qualidade para este esforço na obtenção de combustíveis alternativos? Confesso que ainda não ouvi uma palavra sobre o assunto, e parece-me que o recurso à importação de matéria-prima satisfaz o governo e os grupos que se alinham para a produção destes combustíveis. Porque será?

Almoxarife – A propósito do novo sistema de carreiras da função pública, sugeriu-se num jornal diário que a categoria de almoxarife seria uma bizarria, e que só terá sido regulamentada para a administração local no ano de 1998. Nada mais errado, pois esta carreira é muito mais antiga, já existiu até nos últimos anos no ministério da Cultura e vem desde os tempos da monarquia. Só por curiosidade, diga-se que era atribuída a uma pessoa que zelava pelos edifícios que eram pertença real, e era um cargo respeitado e de grande responsabilidade. Hoje, as suas funções estão dispersas por conservadores, engenheiro e arquitectos, que muitas vezes decidem as coisas a partir dos seus gabinetes, muitas vezes sem o conhecimento perfeito dos edifícios, originando erros que não sendo propriamente de ordem técnica, são-no de ordem prática e dificultam ou até nem resolvem os problemas de funcionamento. Curiosamente o parlamento tem um zelador e não me consta que alguém ponha em causa as suas funções, essenciais para o seu funcionamento.

Há por aí muitos...

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FOTO DE FLORES
AKF

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CARTOON - POLÍTICOS DO MUNDO

Monte Wolverton

Alexander Zudin

7 comentários:

AnarKa disse...

Chegado de férias vejo que o Zé voltou às lides com as suas imagens e bitaites. A vinha é um bom tema e não é só, pois também temos a fruta que vai para os aterros sem qualquer aproveitamento. Olha que há interesses escondidos, não só dos países que têm produtos excedentários e pagos pela PAC (europeus) como dos States que também subsidiam as colheitas. Não é só, porque também é uma maneira de drenar capitais para o estrangeiro, o que dá imenso jeito a uns quantos.
Dá-lhes com força, que eu apoio
Lol

Sulista disse...

Como vês amigo, ando por aqui mas 'sem hora marcada' no meu bloguito e com uma enorme preguiça a tratar aos poucos do computer ;-)

Sou a favor do uso das uvas estragadas e almoxarifes pra combustível!!!!
:-D

Gandas cartoons !
e ganda música!!

Abraço de boa segunda-feira ;-)

Zé Povinho disse...

Amigos

Anarka - Voltei e, como dizes, com os meus bitaites porque não abdico de me expressar. Por acaso não tinha pensado em alguns dos interesses possíveis, talvez pela inércia das férias...

Sulista - Já passei lá pelo teu cantinho a admirar o boneco. Fiquei admirado porque pelo boneco o PC parecia em boa forma e até artilhado. O modding também te atacou?

Abraços

Cláudia Ribeiro disse...

Ficarei a espera de novos comentarios então :D

O Cadeirão disse...

Boa Noite.

Parabéns pelo blog e grato pelas suas palavras.
Caso não se oponha irei cita-lo noutras ocasiões.

Um Abraço

Zé Povinho disse...

Claudia
Já fui ver novamente o seu espaço e comentei sobre os filmes, que aliás vi todos.

Cadeirão
A minha ronda hoje está muito confusa devido ao atraso causado pelas férias. Use e abuse...

Abraço a todos e boa noite

Savonarola disse...

Pois é, não concordo: arranca-se as vinhas e depois importam-se produtos, tipo milho, para gerar combustível? Cheira-me mal também. A interesses...
Quanto ao almoxarife, é de lamentar a falta de cultura histórica desta gentinha dos jornalecos: então, não podiam, tão simplesmente, ir ao Dicionário da Língua Portuguesa, lá da Redacção? Ai, ai, meu caro Zé Povinho.
De mal a pior...
Um abraço anarquista