segunda-feira, fevereiro 26, 2007

GERIR CONFLITOS

Estava eu a ouvir o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa a dissertar sobre as atitudes do ministro da Saúde, os seus excessos e inabilidade, e também do recuo nas posições anunciadas, e pensei que MRS ía revelar as razões desta pressa do governo de Sócrates em encerrar por agra este capítulo. O professor até estava a fazer um diagnóstico acertado dizendo que a azelhice do ministro contrastava com a sua competência e que algumas alterações são inevitáveis e que faltou a explicação e as soluções, mas ficou-se por aqui.
A argúcia do professor está um pouco por baixo. Sócrates gere com mestria os seus silêncios e os conflitos que a sua actuação causam. Os problemas da Saúde ficaram adiados por algum tempo porque nos próximos 15 dias outros problemas de maior dimensão vão eclodir e a contestação vai ser muito maior, e mais difícil de aguentar.
A partir do final da próxima semana vão começar a ser conhecidas as leis orgânicas dos serviços do Estado, e vai começar a ser conhecido o número de funcionários que vão para os quadros de supranumerários. Neste momento já se conhecem fugas de informação sobre leis orgânicas de diversos serviços, pelo que será inevitável que dentro de duas a três semanas também circulem por aí listas dos dispensados.
Marcelo R. de Sousa não antecipou este conflito, mas Sócrates sim, porque sabe que será muito mais difícil de gerir do que o da Saúde.


Bandeira - DN, 25/02/2007

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3 comentários:

Rita disse...

O prof. Marcelo fala do que quer, de pouco vale a presença da jornalista que é frequentemente atropelada. A sua independência é questionável e vamos ver se não tem, ainda, ambições políticas o que sería curioso. Quanto a acertar, isso também não é possível em todas as ocasiões.
Para quando um novo manguito?

CORCUNDA disse...

Pois é, o (des)governo deste executivo é gerido através de impulsos, avanços e recuos, como de marés se tratasse. Realmente o que aí está para vir poderá ser qualquer coisa parecida com um tsunami. A ver vamos.
Abraço.

victor simoes disse...

Pois, na verdade os portugueses são avessos às mudanças, diremos que preferem lidar com o mal que já conhecem, que arriscar um "mal maior"! Somos um povo de "brandos costumes", diria que só em desespero de causa, é que reajimos, daí o estado da nação.

PS: Agradeço a visita na Voz do Povo e a força!

Um abraço