sábado, julho 04, 2015

A FALTA DA IDEOLOGIA

Uma das grandes mudanças que se verificaram nos últimos anos foi o abandono das convicções políticas que caracterizavam os partidos políticos, que eram o verdadeiro cimento da sua coesão, na defesa dos povos e dos ideais.

No final do século XX e nos primeiros anos do actual século, é difícil encontrar coerência entre os nomes de muitos partidos e a actuação dos mesmos quando chegam ao poder. O cimento que une grande parte dos partidos que partilham o poder, deixou de ser a ideologia e os princípios, que foram trocados pelo jogo de interesses, de lugares e de tachos, o que fez proliferar uma classe de políticos que se caracterizam pela ambição e pela incompetência.


O resultado desta mudança operada na classe política resultou na desconfiança dos cidadãos nos políticos em geral, e no surgimento de radicalismos que fazem perigar a Democracia. 


terça-feira, junho 30, 2015

MÁ GESTÃO OU GESTÃO DANOSA?

A crise que o país atravessa e o memorando assinado com a troika, não podem servir para justificar a gestão ruinosa dum governo que teima em vender o país a pataco, por manifestamente não ser competente na gestão do património do Estado.

A venda da ED, da REN, da ANA e da TAP, numa altura que foi tudo menos oportuna, e por valores muito baixos, deixaram a fazenda pública praticamente só dependente da cobrança de impostos, e retiram ao Estado instrumentos para regular serviços absolutamente vitais ao país.

Destas empresas apenas a TAP se encontrava em situação económica difícil, e todas as outras davam lucros que garantiam algum desafogo à tesouraria pública. A TAP podia ser ajudada pelo Estado, ao contrário do que nos fizeram crer, como aconteceu com a LOT, que apresenta um futuro risonho.

O Tribunal de Contas veio agora dizer que a venda da REN e da EDP foi má para os interesses do Estado e que os dividendos anuais das duas garantiam muito mais dinheiro do que o obtido com a sua privatização.


Um grupo de gestores que tivesse feito maus negócios destes, numa empresa privada seria despedido de imediato, para além de enfrentar processos em tribunal por gestão danosa. É uma pena que o mesmo não aconteça a quem desbarata o património de todos nós e faz negócios claramente prejudiciais ao Estado.