quarta-feira, setembro 28, 2016

OS BANCOS ALEMÃES (MAUS)

Durante alguns anos os países europeus que entravam em dificuldades económicas, e cujos bancos fraquejavam, eram alvo de resgates que a Europa tratava de modo a serem um castigo exemplar para esses países, declarados indisciplinados e pouco respeitadores das boas regras.

É preciso não esquecer que a crise que atravessamos foi causada por bancos, e pela ganância que os levou a produzir produtos tóxicos, e que os efeitos se fizeram sentir com mais força nas economias mais débeis, como a nossa.

A superioridade demonstrada de vários modos pela Alemanha, sempre à frente das medidas gravosas impostas aos mais necessitados, acabou por ser desmascarada não só pelos proveitos que a sua economia teve com “as ajudas” aos países resgatados, mas também pelo escândalo da VW, que mostrou a falta de rigor da sua indústria, mas também pelos problemas da sua banca, que são de uma escala muito superior à dos bancos dos países do resgate.

As dificuldades do Deutche Bank e do Commerzbank, este último já alvo de resgate pelo estado alemão por duas vezes, são muito mais perigosas para a Europa e para o euro, do que os problemas dos nossos bancos todos.


Ninguém fica contente por estes problemas que afectam os bancos alemães, mas o rigor e a superioridade com que a senhora Merkel e o seu ministro das Finanças nos acenou quando precisámos de ajuda, era afinal apenas uma treta.  


segunda-feira, setembro 26, 2016

BIBLIOTECAS

Pela grossura da camada de pó que cobre a lombada dos livros de uma biblioteca pública pode medir-se a cultura de um povo.

John Steinbeck


quinta-feira, setembro 22, 2016

SEGURANÇA NOS MUSEUS E MONUMENTOS

Como todos sabem todos os edifícios ou recintos onde se realizam espectáculos ou simplesmente onde se realizem actividades comerciais ou outras, dirigidas ao público, têm que respeitar algumas regras de segurança reguladas por legislação específica.

No caso dos museus, palácios e monumentos, em geral, essas regras não são seguidas à risca em boa parte dos equipamentos, e uns desculpam-se com as características dos edifícios, muitas vezes antigos e dificilmente adaptáveis sem ficarem descaracterizados, outros pura e simplesmente desculpam-se com as tutelas que não terão verbas para implementar todas as regras.

A segurança do público é prioritária, já que estes equipamentos estão abertos para servir o público, e há regras que são fáceis de implementar e que têm custos bastante baixos. 

A sinalética é relativamente barata e, com alguma imaginação é fácil de colocar sem grande impacto visual, e os extintores devidamente carregados também não são difíceis de conseguir, nem que seja com o recurso a mecenato.

Os planos de evacuação também são relativamente fáceis e baratos, até porque as entidades têm gabinetes de engenharia, e pessoal com o conhecimento dos locais, que os podem elaborar com mais ou menos facilidade, e os bombeiros das localidades costumam cooperar nestas coisas. A preparação dos funcionários para as situações de emergência também podem ser feitas com facilidade na época baixa do turismo, quando existe maior disponibilidade para o efeito.

Quererá tudo isto dizer que é tudo fácil? Não, nada disso, mas as condições básicas estariam satisfeitas e depois podiam encontrar-se maneiras de evoluir no sentido de optimizar todos os processos, a partir da análise dos pontos fracos encontrados pelos profissionais dos museus e dos bombeiros.


terça-feira, setembro 20, 2016

CULTURA SEM MÁSCARAS

O anúncio com pompa e circunstância das obras para terminar a construção do Palácio Nacional da Ajuda, e da instalação de um museu onde serão exibidas as joias da coroa, foram bem recebidas, ainda que ainda estejam por esclarecer alguns contornos da parceria entre o Ministério da Cultura e a Câmara de Lisboa.

Grandes anúncios nem sempre se tornam realidade no tempo previsto e com os custos anunciados, como se pode perceber quanto à transferência do Museu da Música, já diversas vezes anunciado, primeiro para Évora e depois para Mafra, mas até agora sem se concretizar.


Todos nos lembramos das promessas de restauro dos carrilhões de Mafra cujo concurso esteve para ser aberto em 2015, e cujas obras deveriam estar prontas em 18 meses com um custo de cerca de dois milhões de euros e nada. Em Novembro de 2017 comemora-se o tricentenário do lançamento da 1ª pedra deste monumento e o silêncio é ensurdecedor.

Esfera By Palaciano