sexta-feira, junho 24, 2016

terça-feira, junho 21, 2016

TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS

Não costumo ler a opinião escrita de João Miguel Tavares, mas gosto de ouvir um certo programa da TSF onde ele marca presença, juntamente com outras pessoas, e já tinha chegado à conclusão de que as nossas opiniões divergem muito.

Esta semana tive que ler o Público, porque o meu jornal estava esgotado, e lá estava a sua coluna de opinião com o título “não, eles não são todos iguais”.

Para começar devo dizer que todas as pessoas são diferentes, o que não será surpresa para ninguém, e creio João Miguel Tavares não descobriu, desta vez, o número da taluda. Onde ele começa a meter água é quando começa a tentar fazer distinções, caindo na mesma conversa dos comentadores desportivos: afirmando que é tudo uma questão de “intensidade”, quando diz que uns políticos prejudicaram mais a Caixa Geral de Depósitos do que outros.

O assunto principal era a má gestão (quiçá danosa) da CGD, e pelo texto percebeu-se que para João Miguel Tavares, os culpados já estão identificados, e são José Sócrates e Armando Vara, e que todos os outros, gestores, supervisores, e responsáveis políticos, não passaram de meros figurantes das malfeitorias dos “grandes culpados”.


Veio-me à memória outro provérbio bem português: «Tão ladrão é o que rouba como o que fica à porta», e nesta coisa dos bancos (não só da CGD), muita gente ficou à porta, meu caro…

VW by Palaciano

sexta-feira, junho 17, 2016

PRESIDENTES VIAJANTES

Lembrar-se-ão os mais velhos de Mário Soares enquanto PR, que não perdia uma ocasião para visitar países estrangeiros, ganhando assim a sua fama de viajante. Passam os tempos, e os presidentes, e agora temos Marcelo Rebelo de Sousa que também não quer deixar os seus créditos em mãos alheias, e com o frenesim que se lhe conhece, já fez 7 viagens presidenciais ao estrangeiro em apenas 100 dias no cargo.


quarta-feira, junho 15, 2016

OS BANCOS E OS GRANDES DEVEDORES

Enquanto os partidos, os economistas, e os comentadores da nossa praça discutem o défice, a dívida, ou a recessão, a banca nacional vai-se desmantelando e afundando com grande estrondo, mas sem chamar a devida atenção a todos.

A nossa dívida pública é muito grande, e na minha opinião impagável, mas importa saber como aqui se chegou, e o que ainda nos espera nos dias que se seguem.

Com as notícias dos estoiros do BPN, do BPP, do BES, do Banif, e com as “imparidades” da CGD, só para falar de alguns bancos, porque há outros em dificuldades evidentes, uma pergunta tem ficado sempre sem resposta: quem são os grandes devedores da nossa banca, que são ou foram considerados detentores de crédito de risco.


Existem listas públicas do devedores do fisco, por isso seria útil existirem listas de grandes devedores dos bancos que têm empréstimos de risco nos bancos com empréstimos do Estado, ou que irão transitar para os “bancos maus”.