quinta-feira, Novembro 27, 2014

COMER CÃES E GATOS

Não me passa pela cabeça comer cães ou gatos, talvez porque não fui criado num ambiente onde isso fosse considerado normal, mas também porque os animais de estimação são, para mim, de estimação.

Segundo as notícias de jornal que li, cerca de 240 mil suíços comem a carne de cães e gatos, e parece que até é uma tradição em certos locais. 

Na Ásia também há povos que os comem, e acham bastante normal esse hábito.

Por cá consta que alguns restaurantes terão vendido gato por coelho, mas duvido que alguém em seu perfeito juízo fosse comer essa carne, sabendo  o que estavam a comer.

Enfim, isto sou eu a falar, mas pelos vistos... há gostos para tudo!


terça-feira, Novembro 25, 2014

A DIVERSÃO

Com a sucessão vertiginosa de casos, os portugueses vão sendo brindados com catadupas de notícias (muitas especulativas) sobre o último, fazendo com que os anteriores, e são muitos, sejam votados ao esquecimento. 


domingo, Novembro 23, 2014

O DIA SEGUINTE



Quando se sobe muito a fasquia, como aconteceu agora com a detenção de José Sócrates, corre-se o risco de cair de muito alto e de suscitar o descrédito total, e esse é o risco que corre a Justiça portuguesa neste momento.

Há demasiados casos em que são suspeitos, perante a opinião pública, diversos políticos e empresários importantes da nossa sociedade, como o caso dos submarinos, o BPN, o BPP, o BCP, o BES, etc, mas as condenações tardam e podem mesmo nunca chegar, o que até já vem sendo uma norma.

O descrédito da Justiça deriva de serem conhecidas muitas suspeitas, de se saber quem são muitos dos suspeitos, mas da impunidade reinante. Agora, com este upgrade que representa a detenção de alguém que já foi 1º ministro, numa altura em que o seu partido se prepara para definir uma nova chefia, e em que as sondagens mostram a possibilidade de vir a ser o mais votado nas próximas eleições legislativas, um caso mal sustentado que não consiga vingar por alguma razão, será o descrédito da Justiça portuguesa e da política nacional.

A sensação de que existe promiscuidade entre a política e a justiça, é uma evidência, e isso é o maior sinal de que as instituições começam a ser colocadas em causa, pelo que mais um falhanço, e logo num caso destes, pode ser a machadada final no regime actual...



sexta-feira, Novembro 21, 2014

LEGALIDADE E IMORALIDADE

O caso das subvenções vitalícias veio trazer à tona o velho tema das desigualdades e dos privilégios tantas vezes usados pelos nossos políticos do bloco central, para dividir os portugueses acenando ora a uns ora a outros com os “privilégios” dos outros.

Todos nos lembramos que se dizia que os mais velhos queriam manter os seus privilégios, a segurança no trabalho e o direito à reforma, esquecendo-se dos mais novos que enfrentavam o desemprego, o trabalho a prazo, e a incerteza quanto ao futuro das reformas. Aos trabalhadores do privado diziam que os funcionários públicos não podiam ir para o desemprego e que por isso tinham que ganhar menos para se equilibrar o excesso de garantias.

Os políticos disseram tudo isto, mas lá foram omitindo que eles eram os mais privilegiados já que instituíram para si mesmos subsídios de integração, e pensões vitalícias, para as quais não faziam quaisquer contribuições, que depois acumulavam com salários e pensões, o que os trabalhadores não podiam fazer.

A imoralidade disto tudo é que estes senhores políticos não estiveram a servir o país, como deviam, mas sim a servir-se a eles próprios, criando eles próprios normas que tornavam legais privilégios a que só eles tinham direito.


Se o Tribunal Constitucional vier a revogar a suspensão das subvenções vitalícias dos senhores políticos, antes de serem repostos os salários, subsídios e as pensões acordadas com os restantes cidadãos, antes das medidas "excepcionais" resultantes da situação de emergência invocada, até poderá estar a interpretar correctamente a lei, mas nunca conseguirá convencer os milhões de desempregados, trabalhadores e pensionistas de que existe algum pingo de moralidade neste privilégio de quem decidiu em causa própria… 


quarta-feira, Novembro 19, 2014

E AGORA?



Como já é público a GALP e a REN decidiram não pagar a contribuição extraordinária sobre o sector energético, alegando a violação de princípios da igualdade, da capacidade contributiva e da legalidade para sustentar a sua posição.

Não sou um especialista na matéria, mas pensando bem, a mesma argumentação aplica-se à contribuição extraordinária que atingiu funcionários públicos e aposentados muito recentemente, pelo que se as Finanças não cobrarem as contribuições aplicadas à GALP e à REN, as coisas podem começar a ficar negras.

Neste caso tanto as Finanças como o Tribunal Constitucional ficam no fio da navalha, porque se estes “tubarões” “escapam” à contribuição extraordinária, o tal princípio geral da igualdade e da capacidade contributiva terá que ter aplicação universal, e então o Estado terá que devolver muito dinheiro a alguns cidadãos que já pagaram contribuições extraordinárias…