quarta-feira, dezembro 13, 2017

O FINANCIAMENTO DA CULTURA

Existe um claro défice de financiamento da Cultura, e refiro-me particularmente ao Património, o que causa grandes problemas aos museus, palácios e monumentos, não só no que se refere ao funcionamento, mas sobretudo no que diz respeito à sua conservação.

Já se tentaram algumas soluções, começando pelas fundações, mas esta solução não terá sido muito feliz, porque sem subsídios não conseguiu ter viabilidade. Outra solução foi a da criação duma empresa gestora com capitais públicos mas de direito privado, a PS-ML, e depois de uma primeira fase que foi desastrosa, lá se conseguiu o sucesso a nível económico e reputacional, ainda que com alguma resistência popular devido aos preços praticados.

Está agora a ser ensaiado uma nova solução com a participação das autarquias, e Lisboa e Porto parecem estar a avançar nesse sentido, com experiências no Palácio da Ajuda e na Casa de Serralves, ainda que com configurações diferentes.

Como se percebe serão sempre dinheiros públicos que estarão em causa, e que podem ser melhor ou pior geridos, com muito pouca participação de privados, ao contrário do que se passa noutros países.


Vamos ver o que vai acontecer nos próximos tempos, e esperar que tudo corra pelo melhor, porque o Património já não pode espera mais por intervenções que já deviam ter acontecido há anos, e para as quais não tem havido dinheiro.


segunda-feira, dezembro 11, 2017

OS PORTUGUESES E O PATRIMÓNIO



Deparei-me com uma notícia que dizia que entre 2011 e 2016, mais de 83% das pessoas que visitaram os monumentos sob alçada da DGPC eram estrangeiros, o que pode ser uma surpresa para alguns, mas que é um facto muito conhecido no meio.

Estive a ver uma fotogaleria que o jornal online disponibiliza e verifiquei que boa parte dos monumentos escolhidos não estão sob gestão da DGPC, e que não são muito divulgados entre nós, o que explica em parte a pouca afluência de nacionais.

Eu acho que boa parte dos responsáveis pelo nosso Património desconhece em absoluto as publicações turísticas, em diversas línguas, e de diversas editoras, que existem no mercado, e que tão pouco prestam atenção aos jornalistas que visitam os diversos serviços, o que é um erro de principiante.

É de salientar que mesmo assim as percentagens de visitantes nacionais são enganadoras, porque se as visitas escolares fossem descontadas, o panorama seria ainda mais desolador.



sexta-feira, dezembro 08, 2017