sábado, agosto 19, 2017

BATALHA – CAPELA DO FUNDADOR



Não foi com grande surpresa que recebi a notícia segundo a qual a Capela do Fundador do Mosteiro da Batalha tinha sido muito mais colorida num passado distante.

Quando por lá andei, há trinta e picos anos, pude constatar essas cores em alguns capitéis e mesmo numa parede aos pés do túmulo de D. João I e de D. Filipa de Lencastre. Não fazia nenhuma ideia sobre as partes que seriam pintadas, até porque existem túmulos bem mais recentes (século XX), e também porque uma parede terá sido aberta para passarem os caixões que estavam nas capelas da igreja e na igreja matriz da Batalha, por alturas da trasladação.

É bom saber que se anda a estudar como seria a dita capela no século XV e XVI, e gostava de ver o resultado deste trabalho de investigação, ainda em curso.

Site do projecto AQUI (Infelizmente só em inglês).


Fotografia do site mencionado no texto

quinta-feira, agosto 17, 2017

IDADE

O mais importante que aprendi a fazer depois dos quarenta anos foi a dizer não quando é não. 

Gabriel Márquez 


terça-feira, agosto 15, 2017

PATRIMÓNIO DEGRADADO

Foi anunciada ontem a intervenção, urgente, no Templo Romano de Évora, devido ao risco de queda de pedras, pois foi detectado o mau estado de certos elementos pétreos, nomeadamente capitéis de mármore.

Saúda-se a decisão de intervir com urgência neste caso, pois a segurança das pessoas e do Património deve ser sempre uma prioridade de qualquer governo.

Existe pelo menos mais uma situação que nos parece ser merecedora de igual atenção, que é os restauro dos carrilhões do Convento de Mafra, que se encontram há anos seguros por andaimes, porque as madeiras que os suportam estão muito deterioradas. Este restauro anda a ser adiado há pelo menos 3 anos, e nem é bom pensar no que seria algum dos sinos cair durante o horário de funcionamento do monumento.

Carrilhões de Mafra
2.438

domingo, agosto 13, 2017

A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA PARA OS PAÇOS REAIS



Por razões diversas interessei-me pelo abastecimento de água aos Paços Reais, e pelo modo como esse abastecimento era feito, mesmo em tempos muito recuados.

Não vem agora ao caso esmiuçar todos os detalhes, mas sim afirmar que palácios como o da Ajuda, o de Queluz, o da Pena, o de Sintra, ou o das Necessidades, eram abastecidos pelo aproveitamento de águas de fontes e minas, sendo estas águas transportadas por levadas, pequenos aquedutos e outros tipos de condutas, até aos depósitos que serviam cada palácio.

Existem registos dispersos dos diversos abastecimentos mais antigos e existe um livro elucidativo e bem detalhado, datado de 1904, sobre as águas que abastecem os almoxarifados das reais propriedades, sobre este assunto.

Tanto quanto conheço estes antigos abastecimentos foram deixados ao abandono durante muitos anos, e apenas o Paço da Vila de Sintra ainda aproveitava boa parte desse abastecimento, a Pena não aproveita quase nada, e nos restantes nem consegui que alguém me desse alguma informação, parecendo desconhecer totalmente de onde vinham as águas no tempo da monarquia.

Existem vestígios claros na Matinha em Queluz, para não falar do aqueduto, um grande depósito na Ajuda, e uma nora em Mafra, para dar apenas alguns exemplos.



sexta-feira, agosto 11, 2017

FOTOS DE MÁRIO NOVAIS

Não tinha pensado em fazer um post sobre a Exposição do Mundo Português, de 1940, pois há artigos de qualidade sobre o assunto, mas como veio à baila por causa da obra Mário Novais, um excelente fotógrafo que fez  boa parte das fotos aqui exibidas, aqui ficam uns apontamentos.

A fonte monumental que ainda lá está e o edifício que se vê não é evidentemente o Centro Cultural de Belém, que viria a ser construído muitos anos depois.
Uma planta da época onde se podem ver os destaques da Exposição de 1940. 

A Nau Portugal, talvez a atracção que pior sorte viria a ter. (Leia AQUI)

A Torre de Belém, ainda uma construção efémera, que depois viria a ser reconstruída na forma e materiais que hoje ainda podemos ver.

Imagens de algumas das estátuas originais que ladeavam o Padrão, e que serviram de molde para as actuais, já em pedra.

O restaurante dentro do espelho de água ainda lá está e o Museu de Arte Popular também, ainda que seja hoje uma pálida imagem do que já foi.