Sábado, Novembro 07, 2009

O ESTICAR DA CORDA

Nos últimos anos começou a tornar-se evidente que todos os estratagemas para cortar nos custos com o pessoal iriam ser tentados por alguns gestores e patrões, muitas vezes sem qualquer lógica ou estratégia que pudessem redundar em mais produtividade, ou uma baixa de custos sem perda da qualidade.

Todos os que estamos ainda no mundo laboral conhecemos casos desta tendência cujos resultados têm sido negativos mas que satisfazem a vaidade e a bolsa de alguns indivíduos cujo futuro se limita a muito curto prazo e para quem as pessoas não passam de artigos descartáveis.

Por cá tivemos um hino de funcionários de uma autarquia (Portimão), lá fora as notícias de suicídios em empresas onde a gestão de pessoal é apenas um exercício de prepotência, ou os casos em que algumas vítimas de despedimentos acabam por cometer crimes e assassinatos claramente ocasionados pelos sentimentos de revolta, não podem ser simplesmente ignoradas como se não tivessem sido originadas por descontentamentos que se revelam de formas mais ou menos graves, mas que se revelam de alguma forma.

O lucro, a crise, a economia, não podem ser desculpas para se ignorar os impactos negativos que as sociedades podem causar nos seus cidadãos e para os quais devem estar devidamente preparadas e com planos de ajuda aos que por contingências da vida são menos afortunados.



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FOTOGRAFIA
zharikson

оАзис

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CARICATURA
Bowie por Filipe

Maradona por Filipe

Faria de Oliveira por Óscar

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

MÚSICA



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FOTOGRAFIA
By Palaciano

By Palaciano

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

CONFUNDIR PÚBLICO & PRIVADO

Dois escândalos de grande dimensão fizeram com que muito “boa gente” ligada aos dois partidos que têm alternado no governo ficasse com as barbas de molho e um bocadinho incomodados.

Os Partidos de Suspeitos, com ou sem “D”, tiveram cada um o seu “escândalo gate”com figuras graúdas possivelmente envolvidas.

Os políticos em funções bem como os retirados com lugares no sector privado que tutelaram, assobiando para o ar continuam a dizer que o problema é da dimensão do Estado. A política da avestruz, de esconder a cabeça na areia continua a ser a norma.

O caso BPN foi afinal inteiramente da esfera privada, o que é incómodo, e agora o sucatagate tem origem no sector privado, os corrompidos são na sua maioria nomeados por confiança política, e as empresas supostamente envolvidas têm gestão privada.

Talvez seja altura de se começar a meditar se não haverá por aí muita sanguessuga privada a viver à custa do Estado e se não haverá também alguns que usando os contactos e influências que tiveram enquanto ocuparam cargos políticos, agora os estão a rentabilizar de forma muito pouco ética.



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FOTOGRAFIA
Two II by Handie

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CARTOON
Benjasit Tumying

Sábado, Outubro 31, 2009

OS INOCENTES

Há coisas que se repetem com frequência, e os protestos de inocência por parte dos indiciados é um clássico.

Em Portugal começa a tornar-se repetitivo o facto de haver bastantes suspeitos de crime, especialmente económico, com prejuízos comprovados, mas as condenações são escassas e nunca efectivas.

Não sei se é Justiça que tem culpa desta situação, se o poder legislativo que “armadilha” as leis de modo a haver sempre escapatórias. Claro que o indivíduo que rouba produtos no supermercado é acusado e julgado com todo o rigor legal, mas quanto maior é crime económico e maior o prejuízo do acto, também é menor a probabilidade de haver condenação.

O povo costuma dizer que roubar está para o tostão como a irregularidade formal está para o milhão.

Sucedem-se os casos como o do Freeport, dos submarinos, dos sobreiros, dos contentores, do BPN, do BPP e dos abuso de poder com políticos como suspeitos, mas tudo continua como dantes, calmo e sem que o Zé saiba quem roubou, quem corrompeu, quem foi corrompido e muito menos quem foi responsável.

O povo apesar de inocente nisto tudo acaba por pagar tudo o que é roubado enquanto outros, os culpados, enchem os bolsos à custa da nossa ingenuidade.



(As)Salto à Vara por Fero

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CARTOON
Jeff Parker

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

AS NOMEAÇÕES POLÍTICAS

Existe uma quase unanimidade na exigência de concursos para os quadros dirigentes do Estado, ao contrário do que acontece com demasiada regularidade.

Os regimes de substituição, que acabam por dar preferência a muitos nomeados logo que se abre o respectivo concurso, e os ainda muitos cargos que não estão sujeitos a concurso mas sim à confiança política, causam prejuízos ao Estado e a sua partidarização que não é nada saudável.

Infelizmente também há concursos à medida, e só se poderá afirmar que a politização dos cargos é “residual” com os olhos completamente tapados e com algodão nos ouvidos.



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unforgotten by Proseuche

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AMADORA BD - 20 ANOS
Mauricio por Baptistão